Sense and Sensibility
Capas em tecido e com arabescos
Thursday, March 4th, 2010 | Livros | 9 Comments
Quando as meninas falaram da semelhança das capas fiquei tentando lembrar de uma outra capa que também é do mesmo estilo e para completar estive na livraria Cultura e ganhei dois presentes.
Vamos contar essa estória direitinho: ganhei um presente e outro dei-me de presente! Depois de um mês sem comprar, unzinho sequer, livro de Jane Austen, comprei o Sense and Sensibility. Algo que me chamou a atenção o número de livros com capas de tecido. Uma delas, a bonita Red Winchester Austen Collection e a outra, uma coletânea das Brontë absolutamente divina!
Finalmente lembrei do livro. Minha edição de Mansfield Park da coleção “The Series of English Idylls”!

Razão e insensibilidade
Tuesday, February 9th, 2010 | Livros | 6 Comments
Sei que havia uma razão para este terrível selo verde, mas convenhamos, que insensibilidade!

Tudo bem… 4,90, um rasguinho de nada na capa e ele já é meu. Ah, consegui tirar a coisa verde sem machucar a capa.
A vida como ela é
Friday, February 5th, 2010 | Livros, Traduções | 12 Comments
IMPORTANTE
Se você ainda não leu Razão e sentimento (ou Razão e sensibilidade),
não leia este post pois saberá o final do livro.

Uma das coisas que mais aprecio na obra de Jane Austen é o estilo “a vida como ela é”. Nada de ilusões.
Para ilustrar o que digo um trecho final de Razão e sentimento, onde o narrador fala do destino dos personagens e ficamos sabendo que fim levou Willoughby.
That his repentance of misconduct, which thus brought its own punishment, was sincere, need not be doubted – nor that he long thought of Colonel Brandon with envy, and of Marianne with regret. But that he was for ever inconsolable, that he fled from society, or contracted an habitual gloom of temper, or died of a broken heart, must not be depended on–for he did neither. He lived to exert, and frequently to enjoy himself. His wife was not always out of humour, nor his home always uncomfortable; and in his breed of horses and dogs, and in sporting of every kind, he found no inconsiderable degree of domestic felicity.
| Sense and Sensibility, chapter50 |
Que o arrependimento de sua má conduta, que trouxe consigo a sua própria punição, era de fato sincero, é o que não se pode por em dúvida. Não se pode duvidar também de que ele pensasse no coronel Brandon com inveja e em Mariana com tristeza. Mas não se devia esperar que ficasse eternamente inconsolável, que fugisse da sociedade ou adquirisse um temperamento sombrio ou morresse de desgosto, porque não fez nada disso. Continuou a sair e a divertir-se. Sua esposa nem sempre estava de má vontade e o seu lar nem sempre foi desagradável; na criação de cavalos e cães, na pratica de “sports” de todo o genero encontrou um grau de não insignificante de felicidade domestica.
| trad. Dinah Silveira de Queiroz |Que o arrependimento por sua má conduta, que assim lhe trouxe o próprio castigo, era sincero, disso não podemos duvidar… nem de que pensava sempre no coronel Brandon com inveja e em Marianne com saudade. Mas daí não devemos inferir que tenha permanecido para sempre inconsolável, que se afastou da sociedade, passou a viver sempre mal-humorado ou morreu de paixão — pois na verdade nada disso aconteceu. Sua mulher nem sempre lhe era desagradável, nem a casa sempre sem atrativos; e em sua criação de cavalos e cães, na prática de esportes de toda a espécie, encontrou um grau razoável de felicidade conjugal.
| trad. Ivo Barroso |
Este é o final que Jane Austen deu ao Willoughby e acredito que mais realista impossível. Elinor certamente passou toda vida tranquila com Edward. Quanto a Marianne tenho dúvidas.
Fui presenteada, esta semana, com Willoughby’s Return. Estou curiosa para saber a solução que Jane Odiwe deu ao seu enredo e assim que puder lerei e contarei para vocês.
Enquanto isso digam-me o que vocês acham do casamento de Marianne Dashwood com o Coronel Brandon.
Emma 2009 legendado em português
Thursday, February 4th, 2010 | Filmes | 20 Comments
Recebi, hoje, e-mail de Priscila Martins, gerente de produto da editora Log On, com a notícia que Emma 2009 estará nas lojas no dia 24 de fevereiro. Estou no aguardo do exemplar que a editora me mandará para analisar e contar para vocês.
E para completar a alegria das meninas (perdão meninos…), estão planejando para abril Razao e Sensibilidade 2008, um pack Jane Austen e… Poor Dick Armitage, digo, North and South!
Imagens de divulgação BBC
Sensibilidade e bom senso
Wednesday, January 20th, 2010 | Jane Austen, Livros, Traduções, biblioteca | 11 Comments
Quando comprei este exemplar da tradução portuguesa de Sense and Sensibility, dei-me conta que talvez eu tenha escrito este título de forma aqui no Jane pois costumo dizer e também lia mentalmente como Bom senso e sensibilidade, quando na verdade é Sensibilidade e bom senso*!

* trad. Maria Luísa Ferreira da Costa, Europa-América
O duelo de Razão e sentimento
Saturday, January 16th, 2010 | Jane Austen, Livros, Traduções | 6 Comments

Imagem © Victoria and Albert Museum
Três espadas de apresentações (1798-99, 1813-14 & 1781-82).
As lindas espadas acima me fizeram lembrar o duelo do coronel Brandon e Willoughby. Não sabemos as armas usadas pelo dois mas é provável que fossem pistolas mais em voga nesse período da Regência.

Duas pistolas para duelo, século 18
Imagem © Burney Giftware
A palavra duelo nunca é mencionada no texto original de Sense and Sensibility. Nas traduções que disponho de Dinah Silveira de Queiroz e Ivo Barroso, o duelo é mencionado apenas pelo último. A discrição de Jane Austen sobre o assunto talvez tenha sido porque os duelos já eram ilegais naquela época, apesar de ainda acontecerem, principalmente entre oficiais.
Após saber que Marianne descobriu o verdadeiro caráter de Willoughby, o Coronel Brandon conta para Elinor sobre a sua protegida, Eliza, também seduzida por Willoughby e de como ele, o coronel, defendeu sua honra.
Have you,” she continued, after a short silence, “ever seen Mr. Willoughby since you left him at Barton?”
“Yes,” he replied gravely, “once I have. One meeting was unavoidable.”
Elinor, startled by his manner, looked at him anxiously, saying,
“What? have you met him to–”
“I could meet him no other way. Eliza had confessed to me, though most reluctantly, the name of her lover; and when he returned to town, which was within a fortnight after myself, we met by appointment, he to defend, I to punish his conduct. We returned unwounded, and the meeting, therefore, never got abroad.”
Elinor sighed over the fancied necessity of this; but to a man and a soldier she presumed not to censure it.
|Sense and Sensibility, chapter 31 |
[...] O senhor voltou a ver — perguntou ela a Brandon, após um breve silêncio — o sr. Willoughby, depois que deixou Barton?
— Voltei — replicou o coronel gravemente. — Uma única vez. Um encontro era inevitável.
— Como? Bateram-se em duelo?
— Não havia outra solução. Elisa, embora com relutância, confessou-me o nome de seu amante; e quando ele regressou a Londres, uns quisnze dias depois de eu próprio aqui chegar, marcamos um encontro, ele para defender sua conduta, e eu para castigá-la. Terminamos sem que nenhum saísse ferido, e o duelo nunca chegou a ter repercussão.
Elinor suspirou e duvidou da necessidade daquilo; mas a um homem e soldado presumiu que nada devia censurar.
| Razão e sentimento, trad. Ivo Barroso |[...] Mas, continuou Elinor depois de um breve silêncio, tornou a ver Willoughby, desde aquele dia em que o deixou em Barton?
— Sim, disse ele gravemente, vi-o uma vez. Era impossível evitar um encontro.
Elinor estremeceu, com a maneira como ele falou. Olhou-o ansiosamente, exclamando:
— Encontrou-o então para…?
— Não podia tê-lo procurado por outro motivo. Depois de muita relutancia, Elisa me confessou o nome de seu amante; e quando ele voltou à cidade, quinze dias depois de mim, marcamos um encontro onde ele ia para se defender e eu para punir a sua conduta. Saímos ambos ilesos. E portanto nunca se soube do caso.
Elinor suspirou pensando que aquilo era inútil; mas um homem, e um oficial, não pensaria assim.
|Razão e sentimento, trad. Dinah Silveira de Queiroz |
Fico imaginando o que teriam feito, Willoughby e o Coronel, que não se feriram… Com qualquer uma das armas seria quase impossível não ter um arranhão que fosse. Má pontaria? Ou houve um pedido formal de desculpas? Pelo que li, um pedido nessas circunstâncias não era muito bem visto.
Gatos melancólicos, sonolentos e entediados
Monday, January 4th, 2010 | Jane Austen, Livros, Traduções | 9 Comments
Estou com a tradução de Sense and Sensibility feita por Dinah Silveira de Queiroz com o título de Razão e sentimento e ainda não tive tempo para comentar mas já coloquei um trecho no post “O Natal nos livros de Jane Austen“.
Coloco mais um trecho da tradução de Dinah e desta vez junto com a tradução de Ivo Barroso para apreciarmos as diferenças das traduções. E cito um exemplo do meu “tradutor simultâneo”, aquele que teima em dizer palavras em português quando leio em inglês: assim “dull as two cats” fica “entediados como dois gatos”.

Esta foto é a tradução literal de Donnie D. (muito a propósito, debruçado no meu A arte de traduzir de Brenno Silveira)
“Ah! Colonel, I do not know what you and I shall do without the Miss Dashwoods;”–was Mrs. Jennings’s address to him when he first called on her, after their leaving her was settled–”for they are quite resolved upon going home from the Palmers;–and how forlorn we shall be, when I come back!–Lord! we shall sit and gape at one another as dull as two cats.” | Chapter 39
Ah! Coronel, não sei o que o senhor e eu iremos fazer sem as senhoritas Dashwoods… — foi a maneira como a sra. Jennings se dirigiu a ele quando as veio ver, assim que soube dos preparativos da partida —, pois estão decididas a retornarem a casa depois da visita dos Palmers… Como ficaremos desolados, quando eu voltar! Meu Deus! vamos sentar-nos aqui e bocejar como dois gatos melancólicos. | trad. Ivo Barroso |
— Ah! coronel, não sei o que faremos sem as senhoritas Dashwoods, disse a sra. Jennings ao coronel Brandon,a primeira vez em que este a visitou, depois de ter sido fixada a data da partida. Elas estão absolutamente decididas a voltar para casa, da propriedade de Palmer; como estaremos sosinhos, quando voltarmos! Meu Deus! Ficaremos sentados, bocejando um para o outro, como dois gatos sonolentos. | trad. Dinah Silveira de Queiroz |
O Natal nos livros de Jane Austen
Friday, December 25th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros | 17 Comments
Suspendi a publicação automática deste post que estava programado para as primeiras horas do dia 25 e só agora consegui entrar na internet. Motivo da suspensão: recebi inesperadamente meu presente de Natal na manhã do dia 24 quando já não tinha tempo para mais nada mas queria compartilhar o meu presente com vocês. Atrasadinha, pois o vinho ontem e hoje estava excelente, fotografei e troquei as imagens do post.

Na época de Jane Austen, quando as pessoas moravam relativamente longe e os transportes eram caros, as pessoas aproveitavam as datas festivas para se reunirem e ficar alguns dias nas casas de amigos e parentes. O Natal era uma dessas datas como podemos ler nos trechos abaixo dos seis livros da autora.
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O convite da senhora Palmer, em Razão e sentimento, é quase um pedido de favor para que as irmãs Dashwood passem o Natal com eles em Cleveland. Pelo que se pode ver quanto mais gente, melhor!
“Oh, my dear Miss Dashwood,” said Mrs. Palmer soon afterwards, “I have got such a favour to ask of you and your sister. Will you come and spend some time at Cleveland this Christmas? Now, pray do – and come while the Westons are with us. You cannot think how happy I shall be! It will be quite delightful!
— Minha cara Miss Dashwood, disse a senhora Palmer logo depois, tenho um grande favor a lhe pedir, bem como à sua irmã. Querem vir passar alguns dias em Cleveland, este ano, pelo natal? Apareçam enquanto os Weston estiverem lá. Não imaginam como ficarei contente. Será uma delícia. | cap. 20, trad. Dinah Silveira de Queiroz |
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Em Orgulho e preconceito vemos que as famílias costumavam passar o Natal juntos e distribuir presentes.
On the following Monday, Mrs. Bennet had the pleasure of receiving her brother and his wife, who came as usual to spend the Christmas at Longbourn. [...] The first part of Mrs. Gardiner’s business on her arrival, was to distribute her presents and describe the newest fashions. When this was done, she had a less active part to play.
Na segunda-feira seguinte, a senhora Bennet teve o prazer de receber seu irmão e sua cunhada, que iam, como de costume, passar o Natal em Longbourne. [...] Os primeiros momentos da chegada da senhora Gardiner consistiram na distribuição dos presentes que trazia e na descrição da moda mais recente. Feito isso, o seu papel se tornou menos ativo. | cap. 25, trad. Lúcio Cardoso |
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Uma das alegrias de Fanny Price, recém chegada a casa dos tios, foi a visita do irmão William, convidado a passar a semana de Natal em Mansfield Park antes de ingressar na Marinha.
Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use.
Felizmente isso se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele viria a fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. | cap. 2, trad. Rachel de Queiroz |
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O senhor Knightley conversa com a senhora Weston sobre as qualidades e defeitos de Emma e promete melhorar seu humor quando chegar o Natal com a família toda reunida.
“Very well; I will not plague you any more. Emma shall be an angel, and I will keep my spleen to myself till Christmas brings John and Isabella. John loves Emma with a reasonable and therefore not a blind affection, and Isabella always thinks as he does; except when he is not quite frightened enough about the children. I am sure of having their opinions with me.”
Pois bem, não vou importuná-la por mais tempo. Emma continuará a ser um anjo e eu guardarei meu mau-humor para mim mesmo até John e Isabella virem para o Natal. John adora Emma, tem por ela uma racional, portanto nada cega, afeição, e Isabella sempre pensa como ele, exceto quando ele não está tão preocupado quanto ela com as crianças. | cap. 5, trad. Ivo Barroso |
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Ah! o Natal em família… Quem não tem uma Mary Musgrove para reclamar de alguma coisa? Ainda escreverei um pequeno tratado psicológico da pobre Mary.
“My dear Anne, – I make no apology for my silence, because I know how little people think of letters in such a place as Bath. You must be a great deal too happy to care for Uppercross, which, as you well know, affords little to write about. We have had a very dull Christmas; Mr. and Mrs. Musgrove have not had one dinner party all the holidays. I do not reckon the Hayters as anybody.
Minha querida Anne:
Não peço desculpas por meu silêncio, pois sei como as pessoas tem pouco tempo para pensar em cartas num lugar como Bath. Deve estar feliz demais para se importar com Uppercross que, como sabe, tem pouco o que se escrever. Tivemos um Natal muito triste; o Sr. e a Sra. Musgrove não deram um único jantar durante todos os feriados. Não conto os Hayters como alguém. | cap. 18, trad. Luiza Lobo |
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O Natal era também uma ótima ocasião para namorar, com tantos convidados, sempre havia alguém de fora, como James Morland na casa dos Thorpes!
“You are so like your dear brother,” continued Isabella, “that I quite doated on you the first moment I saw you. But so it always is with me; the first moment settles every thing. The very first day that Morland came to us last Christmas — the very first moment I beheld him — my heart was irrecoverably gone.
— Você é tão semelhante ao seu querido irmão, Catherine — continuava Isabella —, que eu me apaixonei por você desde o primeiro momento. Para mim é sempre assim, o primeiro momento decide tudo. No dia que Morland foi à nossa casa, no último Natal, no instante que o vi, meu coração era seu, irrevogavelmente. | cap. 15, trad. Lêdo Ivo |
Jane Austen na BBC Radio
Monday, December 14th, 2009 | Audio, Jane Austen, Livros, Teatro | 4 Comments
Alguém aqui lembra das novelas de rádio? Pois a BBC continua dramatizando os clássicos para o rádio. Como não podia deixar de ser Jane Austen se faz presente. No site da Audible onde estão à venda há muito mais, inclusive os audiobooks da Naxos.
Clique nas imagens e acesse a página onde é possível ouvir um bom pedaço de cada obra gratuitamente. O Mansfield Park além da linda capa (adoro portões de ferro antigos) tem no elenco de leitores Amanda Root, a Anne Elliot de Persuasion 1995!
Coleção DVD Jane Austen
Wednesday, December 9th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Séries | No Comments
Esta coleção de filme e séries é do site Play.Com, portanto os DVDs são da região 2, Europa. Coloco aqui apenas como curiosidade pela capa cor-de-rosa de doer!

- Pride And Prejudice 1995
- Sense and Sensibility 1981
- Mansfield Park 1983
- Northanger Abbey 1986
- Emma 1972
- Persuasion 1995






