Razão e sensibilidade
Pack Jane Austen e Orgulho e preconceito
Monday, February 8th, 2010 | Filmes | 7 Comments
Recebi neste momento e-mail da Log On com as informações sobre Orgulho e Preconceito 1995 que está esgotado na livraria Cultura,
Estamos ressuprindo Orgulho e Preconceito – e a data de disponibilidade é 25/02.
E sobre o pack Jane Austen que fiquei curiosa e creio que vocês também neste post
Sobre o Pack Jane Austen que me perguntou – a previsão de lançamento é Abril e serão os 03 títulos lançados até lá (Orgulho e Preconceito, Emma e Razão e Sensibilidade) em pack.
Obrigada, Priscila
Os personagens de Jane Austen
Sunday, January 17th, 2010 | Jane Austen, Livros, biblioteca | 2 Comments
Hoje publiquei mais uma de minhas promessas: uma lista das personagens principais de Razão e sentimento (ou Razão e sensibilidade) na Biblioteca Jane Austen e aproveito para dar mais algumas informações sobre a mesma.
A próxima publicação será uma lista sobre lugares, reais e fictícios em Razão e sentimento. Depois será a vez dos outros livros de Jane Austen sobre o mesmo tema.
As listas são apenas informativas e estão em constante atualização, e os assuntos mais interessantes, na medida do possível, serão transformados em post e publicados no Jane Austen em Português.
Emma Thompson e Kate Winstley como Elinor e Marianne
Imagem © MailOnline
Jane Austen é para crianças?
Tuesday, January 5th, 2010 | Jane Austen, Livros | 8 Comments
Tenho me feito esta pergunta, mais amiúde, desde a visita à escola da rua Jane Austen.
Minha dúvida principal não é se os livros são adequados, mas se o assunto dos livros é interessante sob o ponto de vista das crianças. Há também outros aspectos como, linguajar, maturidade para entender o assunto, entre muitos, e para escrever com mais conhecimento comprei as adaptações de Razão e sensibilidade de Lidia Cavalcante-Luther e Orgulho e preconceito de Paulo Mendes Campos, que lerei assim que limpar um dos exemplares que chegou em petição de miséria!

O Natal nos livros de Jane Austen
Friday, December 25th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros | 17 Comments
Suspendi a publicação automática deste post que estava programado para as primeiras horas do dia 25 e só agora consegui entrar na internet. Motivo da suspensão: recebi inesperadamente meu presente de Natal na manhã do dia 24 quando já não tinha tempo para mais nada mas queria compartilhar o meu presente com vocês. Atrasadinha, pois o vinho ontem e hoje estava excelente, fotografei e troquei as imagens do post.

Na época de Jane Austen, quando as pessoas moravam relativamente longe e os transportes eram caros, as pessoas aproveitavam as datas festivas para se reunirem e ficar alguns dias nas casas de amigos e parentes. O Natal era uma dessas datas como podemos ler nos trechos abaixo dos seis livros da autora.
~~~
O convite da senhora Palmer, em Razão e sentimento, é quase um pedido de favor para que as irmãs Dashwood passem o Natal com eles em Cleveland. Pelo que se pode ver quanto mais gente, melhor!
“Oh, my dear Miss Dashwood,” said Mrs. Palmer soon afterwards, “I have got such a favour to ask of you and your sister. Will you come and spend some time at Cleveland this Christmas? Now, pray do – and come while the Westons are with us. You cannot think how happy I shall be! It will be quite delightful!
— Minha cara Miss Dashwood, disse a senhora Palmer logo depois, tenho um grande favor a lhe pedir, bem como à sua irmã. Querem vir passar alguns dias em Cleveland, este ano, pelo natal? Apareçam enquanto os Weston estiverem lá. Não imaginam como ficarei contente. Será uma delícia. | cap. 20, trad. Dinah Silveira de Queiroz |
~~~
Em Orgulho e preconceito vemos que as famílias costumavam passar o Natal juntos e distribuir presentes.
On the following Monday, Mrs. Bennet had the pleasure of receiving her brother and his wife, who came as usual to spend the Christmas at Longbourn. [...] The first part of Mrs. Gardiner’s business on her arrival, was to distribute her presents and describe the newest fashions. When this was done, she had a less active part to play.
Na segunda-feira seguinte, a senhora Bennet teve o prazer de receber seu irmão e sua cunhada, que iam, como de costume, passar o Natal em Longbourne. [...] Os primeiros momentos da chegada da senhora Gardiner consistiram na distribuição dos presentes que trazia e na descrição da moda mais recente. Feito isso, o seu papel se tornou menos ativo. | cap. 25, trad. Lúcio Cardoso |
~~~
Uma das alegrias de Fanny Price, recém chegada a casa dos tios, foi a visita do irmão William, convidado a passar a semana de Natal em Mansfield Park antes de ingressar na Marinha.
Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use.
Felizmente isso se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele viria a fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. | cap. 2, trad. Rachel de Queiroz |
~~~
O senhor Knightley conversa com a senhora Weston sobre as qualidades e defeitos de Emma e promete melhorar seu humor quando chegar o Natal com a família toda reunida.
“Very well; I will not plague you any more. Emma shall be an angel, and I will keep my spleen to myself till Christmas brings John and Isabella. John loves Emma with a reasonable and therefore not a blind affection, and Isabella always thinks as he does; except when he is not quite frightened enough about the children. I am sure of having their opinions with me.”
Pois bem, não vou importuná-la por mais tempo. Emma continuará a ser um anjo e eu guardarei meu mau-humor para mim mesmo até John e Isabella virem para o Natal. John adora Emma, tem por ela uma racional, portanto nada cega, afeição, e Isabella sempre pensa como ele, exceto quando ele não está tão preocupado quanto ela com as crianças. | cap. 5, trad. Ivo Barroso |
~~~
Ah! o Natal em família… Quem não tem uma Mary Musgrove para reclamar de alguma coisa? Ainda escreverei um pequeno tratado psicológico da pobre Mary.
“My dear Anne, – I make no apology for my silence, because I know how little people think of letters in such a place as Bath. You must be a great deal too happy to care for Uppercross, which, as you well know, affords little to write about. We have had a very dull Christmas; Mr. and Mrs. Musgrove have not had one dinner party all the holidays. I do not reckon the Hayters as anybody.
Minha querida Anne:
Não peço desculpas por meu silêncio, pois sei como as pessoas tem pouco tempo para pensar em cartas num lugar como Bath. Deve estar feliz demais para se importar com Uppercross que, como sabe, tem pouco o que se escrever. Tivemos um Natal muito triste; o Sr. e a Sra. Musgrove não deram um único jantar durante todos os feriados. Não conto os Hayters como alguém. | cap. 18, trad. Luiza Lobo |
~~~
O Natal era também uma ótima ocasião para namorar, com tantos convidados, sempre havia alguém de fora, como James Morland na casa dos Thorpes!
“You are so like your dear brother,” continued Isabella, “that I quite doated on you the first moment I saw you. But so it always is with me; the first moment settles every thing. The very first day that Morland came to us last Christmas — the very first moment I beheld him — my heart was irrecoverably gone.
— Você é tão semelhante ao seu querido irmão, Catherine — continuava Isabella —, que eu me apaixonei por você desde o primeiro momento. Para mim é sempre assim, o primeiro momento decide tudo. No dia que Morland foi à nossa casa, no último Natal, no instante que o vi, meu coração era seu, irrevogavelmente. | cap. 15, trad. Lêdo Ivo |
Jane Austen Morgan Library – Vídeos
Wednesday, December 23rd, 2009 | Audio, Jane Austen, Janeites, Livros, Vídeos | 2 Comments
O primeiro vídeo da Morgan Library (link no post “A Divina Jane“) traz um apanhado de entrevistas. Eles estão publicando cada entrevista em vídeo individual que colocarei aqui aos poucos.
Vocês lembram de Harriet Walter? Ela é a Fanny Dashwood de Razão e sensibilidade de 1995!
Atriz atuante nas produções britânicas e recentemente indicada para o Tony Award (de melhor atriz), Harriet conta neste vídeo que conviveu com Jane Austen desde de menina e lembra dos títulos da coleção de sua mãe. Apreciava muito Emma e, claro, Harriet Smith! Ela também gravou para a Naxos o audiobook Lady Susan.
“Harriet Walter: Reflections on Austen”
As razões da tradução
Thursday, November 26th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros, Traduções | 9 Comments
Sense and Sensibility, no Brasil, foi traduzido como Razão e sentimento por Ivo Barroso e Dinah Silveira de Queiroz, e como Razão e sensibilidade por Therezinha Monteiro Deutsch e também por quem fez a legendagem do filme de 1995*.
Antes de compartilhar com vocês esta cartinha, que recebi para o acervo do Jane Austen em Português, sugiro a leitura de três posts sobre o assunto: tradução, título e notas do Paulo Francis.
Obrigada, senhor Ivo. É um privilégio saber as razões e detalhes de uma tradução.

Caro Francis,
Como sabe, no Brasil, ao contrário da Inglaterra, Pride and Prejudice saiu antes de Sense and Sensibility. O primeiro foi traduzido por Lúcio Cardoso com o título (literal) de “Orgulho e Preconceito”, de grande força de expressão, que logo se tornaria entre nós uma característica marcante da obra de Jane Austen. Na verdade, esse título (dicotômico e aliterativo) foi escolhido por ela em função do primeiro, que tinha (em inglês) essas determinantes. Quando traduzi Sense and Sensibility, por estar o primeiro título decisivamente firmado entre nós, optei por usar uma fórmula semelhante, que expressasse o sentido do original, e cheguei a “Razão e Sentimento”. Essa dicotomia me pareceu mais importante do que a aliteração, por vários motivos. Para começo: a palavra sense em inglês significa “razão”, “bom senso” e não poderia ser traduzida simplesmente por senso; sensibility não tinha para a autora o sentido atual da nossa palavra sensibilidade (delicadeza de sentimentos, qualidade da pessoa sensível), mas designava simplesmente uma pessoa de sentimentos, capaz de sentir, daí eu ter achado que “Razão e Sentimento” exprimisse a dicotomia entre uma pessoa que age racionalmente e outra que age emocionalmente. Eis por que não tentei nada no estilo senso e sensibilidade, ou (quebrando a aliteração inicial) bom senso e sensibilidade, e preferi simplesmente a dicotomia já consagrada, daí o “Razão e Sentimento”.
Com um abraço do
Ivo Barroso

* Procurei na capa do DVD e não encontrei crédito da tradução das legendas.
Turismo pelas séries de Jane Austen – BBC
Saturday, October 31st, 2009 | Filmes, Jane Austen, Janeites | 8 Comments
De todas as agências de turismo para lugares ligados a Jane Austen a P and P Tour me chamou atenção pelo roteiro. Eles são baseados nas séries da BBC que são, na maioria das vezes, um sucesso. O próprio nome da agência é uma referência a Orgulho e preconceito de 1995 e um dos motes da agência é:
Drink tea in the sitting room where Colin Firth proposed….. dip your toe in the lake at Pemberley!
Tome um chá na sala onde Colin Firth declarou-se….. mergulhe seus dedinhos no lago de Pemberley!

Em setembro entrei em contato com a PandP saber se tinham guias para estrangeiros. Eles responderam que “we always have european guests who speak Spanish and Italian and I speak French” e que enviariam mais informações quando voltassem para sua base. No início de outubro (véspera de minha viagem) recebi o mail que resumirei abaixo com as informações da programação para 2010.
Os roteiros atuais e programados para 2010 são baseados em Pride and Prejudice 1995, Sense and Sensibility 1995 e Persuasion 1995. ( Já estão pensando em Emma 2009!)
ORGULHO E PRECONCEITO | Período: abril a setembro de 2010 | 4 dias e 3 noites | Valores dependem das acomodações e variam de £399 a £725, por pessoa.
O passeio inclui uma ceia em trajes de época em Longbourn com acesso exclusivo a casa e aos jardins; visitas a Meryton; a universidade de Darcy; The Bell em Bromley; a igreja de Longbourn; Netherfield; a Londres de Darcy; o presbitério de Hunsford (chá da tarde na sala onde Darcy declarou-se para Lizzie); Rosings; Peak District (região que Lizzie visitou com os Gardiners); Lambton e Pemberley (interior e exterior). É possível também dar um pequeno passeio na carruagem usada por Lizzie! E mais um upgrade para visitar as locações da BBC, que incluem, pasmem, o quarto de Lizzie no presbitério com o famoso closet com prateleiras feitas sob a supervisão da própria Lady Catherine! Como disse Lizzie “A happy thought indeed.” [Uma feliz idéia, deveras...]
PS: Um dos hóspedes ficará nesse quarto… (suspiros)
RAZÃO E SENSIBILIDADE & PERSUASÃO| Data: 16 a 21 de maio de 2010 | 6 dias e 5 noites | Valores dependem das acomodações e variam de £899 a £1075, por pessoa.
O passeio combina Persuasão com visita a Uppercross, Kellynch, locais associados a Jane em Lyme Regis e Bath e Razão e sensibilidade com visita a Cleveland, Barton Park, Barton Cottage, Norland, a casa da sra. Jennings em Londres e salão de baile (suponho que seja do baile onde a pobre Marianne viu Willoughby com a “outra”).
Eu sei que os preços são bastante altos em relação ao nosso dinheiro mas é um belo passeio e um tributo aos filmes que nos fazem sonhar com Jane! Todas as informações que descrevo aqui devem ser confirmadas no caso de programar a uma viagem. Via contato direto com a agência com Helen ou Maddy pelo site PandP Tour ou pelo e-mail: pandptours@hotmail.co.uk
UPDATE: Em 2010, Hazel Jones, autora de Jane Austen & Marriage e professora de inglês na Exeter University se juntará ao time da PandP!
Dicas
Monday, October 19th, 2009 | Filmes, Livros | No Comments
- Adoro o blog da livraria portuguesa Pó dos Livros. Os textos, na sua maioria de Jaime Bulhosa, sempre me rendem boas gargalhadas, como esta frase “Ler não evita a estupidez, mas disfarça-a muito.” E há muitas outras no post Brainstorming de frases de incentivo à leitura
- Sobre Emma 2009 (em português) por Emilia Ferraz que mora em Londres e está assistindo a série da BBC.
- Texto de Vic (em inglês), no JaneAusten’s World, sobre o irmão menos citado de Jane Austen, George que tinha problemas mentais: “George Austen: Jane Austen’s almost forgotten, invisible brother“.
- From Prada to Nada, uma versão latina de Razão e sensibilidade. (via Jane Austen Today). Não sei, não… vejam a sinopse. Parecem Marianne e Elinor?
The Odd Lot Entertainment, Lionsgate, and Videocine film will follow the tale of two spoiled sisters who, after the sudden death of their father, are left penniless. They are forced to move in with their estranged aunt in East Los Angeles, where they ultimately find romance, as well as love for their culture.
A Odd Lot Entertainment, Lionsgate e Videocine apresentarão a história de duas irmãs mimadas* que após a morte repentina do pais são deixadas sem um tostão. Elas são obrigadas a mudar-se para casa de uma tia distante em Los Angeles, onde por fim encontram romance e amor para sua cultura. (* grifo meu)
No IMDb o filme consta como Sense e Sensibilidad e está previsto para 2011.
Mags também escreveu sobre o filme em agosto deste ano: “From Sensibilidad to Prada to Nada“

]]>
A primavera nos livros de Jane Austen
Wednesday, September 23rd, 2009 | Livros | 8 Comments
Estava aqui pensando nesta primavera, que iniciou chuvosa e fria em São Paulo, e desejei estar em uma primavera no Hampshire!

Vista da minha janela hoje de manhã
Neste link, a primavera de 2006 no Exbury Gardens, Hampshire
Não posso visitar o amado condado de Jane Austen mas posso viajar em seus livros. Comento a primavera em apenas uma passagem de cada livro.
A senhora Dashwood planeja/sonha, apesar dos poucos recursos, fazer melhorias em Barton Cottage, na primavera
Mrs. Dashwood’s happening to mention her design of improving the cottage in the spring [...]
A senhorita Bingley tenta alfinetar Elizabeth demonstrando intimidade com os Darcy ao dizer que não via Georgiana desde a primavera. O senhor Darcy responde citando Elizabeth para comparar com a altura da irmã. Touché!
[Miss Bingley] “Is Miss Darcy much grown since the spring?” said Miss Bingley; “will she be as tall as I am?”
[Mr. Darcy] “I think she will. She is now about Miss Elizabeth Bennet’s height, or rather taller.”
Fanny Price, em Porth lamenta passar a primavera longe de Mansfield Park,
It was sad to Fanny to lose all the pleasures of spring.
Os Westons sempre esperando que Frank Churchill cumpra suas promessas e que permaneça toda primavera com eles, estação do ano apropriada para uma visita, com dias longos, clima agradável e temperatura amena pra passeios e exercícios ao ar livre,
[...] so that we have the agreeable prospect of frequent visits from Frank the whole spring–precisely the season of the year which one should have chosen for it: days almost at the longest; weather genial and pleasant, always inviting one out, and never too hot for exercise.
Isabella Thorpe em sua última carta para Catherine Morland fala de moda na primavera: chapéus, em Bath, estão assustadores!
The spring fashions are partly down; and the hats the most frightful you can imagine.
Anne ao receber os cumprimentos de Lady Russel por sua boa aparência imaginou que seria esse o motivo da discreta admiração do primo, o senhor Elliot, e teve esperanças de estar sendo abençoada com uma segunda primavera de juventude e beleza.
[...] and Anne, in receiving her [Lady Russel] compliments on the occasion, had the amusement of connecting them with the silent admiration of her cousin, and of hoping that she was to be blessed with a second spring of youth and beauty.
A primavera indica, pelo menos nestas passagens, um tempo para coisas boas. Mesmo em Orgulho e preconceito onde o uso da palavra é para magoar acaba surtindo efeito contrário. Vou observar as outras estações do ano e farei um post para cada uma!
Comer e beber com Jane Austen
Saturday, September 19th, 2009 | Filmes, Livros | 4 Comments
Das comidas mencionadas nos livros de Jane Austen, de pronto lembro de Emma e um pernil de porco enviado para as Bates. Ah! e os mingauzinhos que o senhor Woodhouse vivia a recomendar! O Dr. Grant, da reitoria de Mansfield, era apreciador da mesa farta para o horror da sovina tia Norris e pela descrição, a senhora Jenning, de Razão sensibilidade, era também um bom garfo! Sem esquecer o esnobismo do general Tilney com suas louças e seu pomar de ananases da Abadia, e de Mary Musgrove, em Persuasão, apesar de “muito doentinha” não recusava uma janta!
Lembro também da preocupação da senhora Bennet em não ter um bom peixe para o jantar, mas confesso que prefiro pensar neste belo prato de batatas lambuzadas com manteiga e salsinhas no jantar para Mr. Collins, em Pride and Prejudice (2005).

Batatas que sempre chamei de batata inglesa!
As bebidas, além do chá, só me ocorre neste momento o moleque atrevido dos Lucas que diz para senhora Bennet, que se fosse rico como o senhor Darcy, beberia uma garrafa de vinho todos os dias! O assunto é grande e está me deixando com fome… vou ali assaltar a geladeira e prometo volto!
- Achei dois livros (na Amazon) que me deixaram curiosa: Jane Austen and Food de Maggie Lane e The Jane Austen Cookbook de Maggie Black e Deirdre Le Faye.


