Lúcio Cardoso
Senhoras e senhores, Orgulho e preconceito da L&PM!
Saturday, January 30th, 2010 | Jane Austen, Livros, Traduções | 81 Comments
Eu sabia, vocês leitores do Jane Austen em Português também, pois acompanhamos a L&PM nestes últimos meses sempre nos fornecendo gentilmente notícias das etapas da produção do livro, e mesmo assim fiquei emocionada quando recebi a prova de imprensa. Reli o post aberto à editora, li as primeiras e últimas páginas, procurei trechos que nos são caros e por fim me convenci: a nova tradução de Orgulho e preconceito era, digo, é real!
Muito obrigada, L&PM e senhor Ivan Pinheiro Machado por ter dado inicio ao projeto Jane Austen!

Hoje, com os exemplares em mãos, aprecio a bela capa de Birgit Amadori, as páginas com diagramação clara e caprichada e leio com satisfação a quarta capa,
“É verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro em posse de boa fortuna deve estar necessitado de esposa”
[...]
O que poderia ser uma típica história de amor é, nas mãos de uma das escritoras de língua inglesa mais difundidas pelo mundo, um espetáculo de grandes personagens e diálogos sagazes, com um timing perfeito para a ironia.
Ivo Barroso, poeta e tradutor, fez uma ótima apresentação abrangendo todos os aspectos da obra de Jane Austen, inclusive os atuais como se lê neste trecho,
Com base em suas narrativas, tem sido feitas inúmeras adaptações cinematográficas, algumas bem recentes até, daí falar-se num revival de Jane Austen – mas a expressão é inadequada, pois a autora de Razão e sentimento (1811), Orgulho e preconceito (1813), Mansfield Park (1814) e Emma (1816) nunca esteve literariamente morta, embora tenha falecido para o mundo há quase dois séculos. Seus leitores – e não só de língua inglesa – têm sido fiéis, constantes e crescentes em todos estes anos que viram a obra literária da “boa tia de Steventon” atingir fabulosas tiragens, comparáveis apenas com as da Bíblia e de Shakespeare.
Já tivemos uma mostra dos primeiros capítulos da excelente tradução de Celina Portocarrero e muito mais haveria para dizer, mas como daqui em diante passarei a citá-la como tenho feito com outras, colocarei apenas um ponto que considero muito importante e que valorizou esta tradução: manter a italização de ênfase conforme o original. As traduções que tenho comigo, quatro edições diferentes (três de Lúcio Cardoso e uma Laura Alves e Aurélio Rebelo) não sei por quais motivos, editorial ou dos tradutores, não mantiveram. Um exemplo:
“You want to tell me, and I have no objection to hearing it.”
A senhora quer me dizer, e não tenho objeções quanto a ouvir. (Celina Portocarrero)
Você é quem está querendo me dizer e eu não faço nenhuma objeção a isto. (Lúcio Cardoso)
Você é quem quer me dizer e eu não faço nenhuma objeção.(Laura Alves/Aurélio Rebelo)
Os três exemplares da foto são uma cortesia da editora L&PM para serem sorteados entre os leitores do Jane Austen em Português. Para concorrer basta deixar um comentário neste post até o dia 6 de fevereiro. O resultado do sorteio será anunciado na Gazeta de Meryton do dia 7 de fevereiro. Boa sorte!
COMENTÁRIOS ENCERRADOS
Jane Austen e os irlandeses – parte I
Tuesday, January 26th, 2010 | Jane Austen, Música, Traduções | 9 Comments
Jane Austen refere-se a Irlanda e aos irlandeses em quase todo seus livros o que é bastante compreensível pois a Irlanda, desde 1171, fazia parte da Grã-Bretanha, e mais tarde Reino Unido, de algum modo ou de outro*.
Mary had neither genius nor taste; and though vanity had given her application, it had given her likewise a pedantic air and conceited manner, which would have injured a higher degree of excellence than she had reached. Elizabeth, easy and unaffected, had been listened to with much more pleasure, though not playing half so well; and Mary, at the end of a long concerto, was glad to purchase praise and gratitude by Scotch and Irish airs, at the request of her younger sisters, who, with some of the Lucases and two or three officers, joined eagerly in dancing at one end of the room.
| Pride and Prejudice, Chapter 6 |
Mary não tinha talento ou bom gosto e, ainda que a vaidade lhe tivesse dado dedicação, deu-lhe também um ar pedante e modos afetados, que empanariam um grau de excelência superior ao que alcançara. Elizabeth, calma e sem pretensões, havia sido ouvida com muito prazer, embora não tocasse tão bem. E Mary, ao final de um longo concerto, teve a sorte de conseguir elogios e agradecimentos por algumas árias escocesas e irlandesas a pedido de suas irmãs mais moças que com algumas das meninas Lucas e dois ou três oficiais, dançavam com entusiasmo num dos cantos do salão.
| trad. Celina Portocarrero |Mary não tinha talento, nem gosto. Embora a vaidade lhe tivesse dado perseverança, dera-lhe igualmente um ar pedante de maneiras convencidas, coisa suficiente para obscurecer triunfos maiores do que aqueles que era capaz de alcançar.
Embora não tocasse tão bem, Elizabeth agradou muito mais, graças à sua naturalidade; e Mary, depois de um longo concerto, pode considerar-se feliz por alcançar alguns elogios, graças a algumas canções escocesas e irlandesas que executou a pedido das irmãs mais moças, que na outra extremidade do salão tinham entrado evidentemente na dança, com algum dos Lucas e dois ou três oficiais.
Em Orgulho e preconceito a referência está ligada à música irlandesa, assim como à escocesa, ambas ótimas para dançar. Até a pobre Mary se beneficiou desse toque irlandês! Quando escreveu este livro Jane era bem jovem e as músicas para dançar mais descontraidamente deviam ser as preferidas dos jovens da época. Sempre cercada de um certo preconceito das classes mais altas – vocês devem lembrar das palavras de Mr. Darcy – e o orgulho do erudito como no caso de Mary e seus infindáveis concertos e discursos!
Este post é também uma homenagem a duas lovely girls: Denise Bottmann e Joana Canedo, que me levaram para beber a pint of Guinness, algo que uma garota com alma irlandesa precisa de vez em quando para manter a sanidade!
Sláinte, dearests creatures!
Com vocês, The High Kings e uma adorável música irlandesa, The Irish Pub.
They’ve got one in Holalulu they’ve got one in Moscow too,
They got four of them in Sydney and a couple in Katmando
So wheather you sing or pull a pint you’ll always have a job,
‘Cause where ever you go around the world you’ll find an Irish pub.
Letra de música completa aqui.
* História da Irlanda (Wikipedia em inglês – em português não tem quase nada)
Mr. Collins e a arte do elogio
Monday, November 30th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros, Poesia, Traduções | 10 Comments
Não lembro se comentei aqui no blogue mas já escrevi no twitter, “Quando o elogio é demais eu não desconfio. Tenho certeza.”
Esta semana, lendo o ótimo post “Você é ‘o cara’”? no Flanela Paulistana, lembrei imediatamente do meu querido Mr. Collins e fiquei tentando imaginar em qual categoria ele se enquadraria. Fiquei entre as modalidades, caipira e social.
Reproduzo abaixo uma das partes de Orgulho e preconceito que considero das mais inspiradas do livro. Uma conversa entre Mr. Bennet e Mr. Collins, no capítulo 14. Mr. Bennet, que sempre se diverte com a estupidez humana, resolve dar trela para Mr. Collins após o jantar. Ele tem certeza que o primo não lhe falhará como divertimento. O assunto gira em torno de Lady Catherine de Bourgh e sua filha Anne, que é muito adoentada (e tenho pra mim que era feiota também…), e por esses motivos não frequenta a Corte. Mas o nosso querido clérigo sempre tem uma palavrinha aqui e acolá para deixá-la(s) feliz(es)
— Seu estado de saúde infelizmente não permite que ela resida na cidade. Como eu disse a Lady Catherine certa vez , essas circunstâncias privaram a Corte inglesa do seu mais brilhante ornamento. Sua senhoria pareceu ter ficado muito contente com a ideia. E o senhor pode imaginar que me sinto feliz em oferecer de vez em quando esses pequenos cumprimentos delicados que as senhoras tanto apreciam. Mais de uma vez observei a Lady Catherine que sua graciosa filha parecia ter nascido para ser uma duquesa, e que essa honra, a mais alta que pode ser conferida, em vez de lhe dar importância, seria, ao contrário, adornada por ela. Esses são os pequenos tributos que agradam a sua senhoria, e que eu me considero obrigado a prestar.
— O senhor tem toda razão — disse o senhor Bennet. — E, felizmente para o senhor, possui o talento de lisonjear com delicadeza. Poderia lhe perguntar se essas agradáveis atenções procedem de um impulso momentâneo ou são o resultado de um cálculo prévio?
— Elas se originam principalmente do que ocorre no momento. Embora eu às vezes me divirta arranjando e polindo esses pequenos galanteios a ser empregados em certas ocasiões, procuro sempre lhes dar um ar tão espontâneo quanto possível.
| trad. Lúcio Cardoso |

“Her indifferent state of health unhappily prevents her being in town; and by that means, as I told Lady Catherine myself one day, has deprived the British court of its brightest ornament. Her ladyship seemed pleased with the idea, and you may imagine that I am happy on every occasion to offer those little delicate compliments which are always acceptable to ladies. I have more than once observed to Lady Catherine that her charming daughter seemed born to be a duchess, and that the most elevated rank, instead of giving her consequence, would be adorned by her. — These are the kind of little things which please her ladyship, and it is a sort of attention which I conceive myself peculiarly bound to pay.”
“You judge very properly,” said Mr. Bennet, “and it is happy for you that you possess the talent of flattering with delicacy. May I ask whether these pleasing attentions proceed from the impulse of the moment, or are the result of previous study?”
“They arise chiefly from what is passing at the time, and though I sometimes amuse myself with suggesting and arranging such little elegant compliments as may be adapted to ordinary occasions, I always wish to give them as unstudied an air as possible.”
Para ilustrar este post utilizo uma captura de tela da série da BBC (1995) com o ator David Bamber, fabuloso como Mr. Collins. Acredito que consegui captar o exato momento em que ele se permite uma dúvida: estariam os Bennets, pai e filha, fazendo pouco dele?

Uma leitura de Orgulho e preconceito
Saturday, November 28th, 2009 | Jane Austen, Livros, Traduções | 15 Comments
Quando o Júnior, leitor assíduo deste blogue, comentou que havia terminado de ler Orgulho e preconceito fiquei curiosa para saber sua opinião. Pedi permissão e publico seu comentário:
Quanto à minha opinião sobre “Orgulho e Preconceito”, posso afirmar com convicção que é o melhor livro que já li até hoje. Geralmente não tinha o costume de ler romances, mas após esta obra-prima de Jane Austen decidi que vou fazer muitas e muitas leituras deste gênero e que vou ler todas as seis obras completas desta que já se tornou minha escritora favorita.
Achei O&P fascinante e de uma narrativa impecável, sendo que a tradução de Lúcio Cardoso é excelente. Meus personagens preferidos são Elizabeth, Jane, Mr. Darcy e Mrs. Bennet. Você não imagina o quanto eu ri no momento em que Elizabeth comunica à mãe que está noiva de Mr. Darcy e a posterior reação de Mrs. Bennet. É muito, muito engraçado! Acho que nunca ri tanto assim lendo uma passagem de um livro.
A única coisa que às vezes lamento é o fato de ter assistido ao filme antes de ler o livro, pois tenho certeza que acompanhar O&P sem saber o que vai acontecer no capítulo seguinte é muito mais fascinante e envolvente. Imagino por exemplo, qual deve ser a surpresa de um(a) leitor(a) que está conhecendo a história pela primeira vez e se depara com o inesperado pedido de casamento de Mr. Darcy à Elizabeth em Hunsford. Deve ser muito surpreendente.
Resumindo, é uma obra inigualável. [...] Gostei tanto do livro que passaria um dia inteiro falando dele e das características de seus personagens. | Comentário na íntegra aqui.
Júnior, muito obrigada! Tenho certeza que passaríamos um bom tempo falando de Jane, dos Bennets, dos Collins e dos Bingleys!

Mrs. Bennet, captada pela pena de Hugh Thomson, no exato momento que soube do pedido de casamente de Mr. Darcy.
As razões da tradução
Thursday, November 26th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros, Traduções | 9 Comments
Sense and Sensibility, no Brasil, foi traduzido como Razão e sentimento por Ivo Barroso e Dinah Silveira de Queiroz, e como Razão e sensibilidade por Therezinha Monteiro Deutsch e também por quem fez a legendagem do filme de 1995*.
Antes de compartilhar com vocês esta cartinha, que recebi para o acervo do Jane Austen em Português, sugiro a leitura de três posts sobre o assunto: tradução, título e notas do Paulo Francis.
Obrigada, senhor Ivo. É um privilégio saber as razões e detalhes de uma tradução.

Caro Francis,
Como sabe, no Brasil, ao contrário da Inglaterra, Pride and Prejudice saiu antes de Sense and Sensibility. O primeiro foi traduzido por Lúcio Cardoso com o título (literal) de “Orgulho e Preconceito”, de grande força de expressão, que logo se tornaria entre nós uma característica marcante da obra de Jane Austen. Na verdade, esse título (dicotômico e aliterativo) foi escolhido por ela em função do primeiro, que tinha (em inglês) essas determinantes. Quando traduzi Sense and Sensibility, por estar o primeiro título decisivamente firmado entre nós, optei por usar uma fórmula semelhante, que expressasse o sentido do original, e cheguei a “Razão e Sentimento”. Essa dicotomia me pareceu mais importante do que a aliteração, por vários motivos. Para começo: a palavra sense em inglês significa “razão”, “bom senso” e não poderia ser traduzida simplesmente por senso; sensibility não tinha para a autora o sentido atual da nossa palavra sensibilidade (delicadeza de sentimentos, qualidade da pessoa sensível), mas designava simplesmente uma pessoa de sentimentos, capaz de sentir, daí eu ter achado que “Razão e Sentimento” exprimisse a dicotomia entre uma pessoa que age racionalmente e outra que age emocionalmente. Eis por que não tentei nada no estilo senso e sensibilidade, ou (quebrando a aliteração inicial) bom senso e sensibilidade, e preferi simplesmente a dicotomia já consagrada, daí o “Razão e Sentimento”.
Com um abraço do
Ivo Barroso

* Procurei na capa do DVD e não encontrei crédito da tradução das legendas.
Orgulhosa
Friday, August 28th, 2009 | Livros, Traduções | 6 Comments
De ter conseguido este exemplar de 1958. Obrigada, Vera! Vai fazer um belo par com o Mansfield Park 1958.

Orgulho e preconceito, 1958, Editora José Olympio, tradução de Lúcio Cardoso e prefácio de Lúcia Miguel-Pereira.
Mansfield Park 1958
Wednesday, July 29th, 2009 | Livros, Traduções | 9 Comments
O exemplar que comprei de Mansfield Park de 1958 é uma segunda edição da Livraria José Olympio Editôra e tradução de Rachel de Queiróz. Está bem estropiadinha, acidificada e sujinha e, pasmem, nunca foi lida por ninguém – ainda estava com as folhas sem corte como os livros eram feitos antigamente. Ficará um mimo assim que eu conseguir retomar meus trabalhos de restauração, me aguardem.


Descobri nas capas e páginas de propagandas informações preciosas como a tradução de Sense and Sensibility por Dinah Silveira de Queiroz com o título de Razão e sentimento, igual ao de Ivo Barroso e que na mesma época a tradução de Orgulho e preconceito de Lúcio Cardoso já estava na quarta edição!


- A capa do livro está no post: Nova residência.
Orgulho e preconceito – Bruguera parte II
Tuesday, June 16th, 2009 | Livros, Traduções | 2 Comments
Descobri mais algumas coisas sobre o meu pequeno exemplar sem data de edição Orgulho e preconceito da editora Bruguera. Fotos abaixo.

O direitos sobre a tradução devem se referir a de 1941.

O último livro publicado que fazem propaganda é Diário I, de 1960,
portanto este livro deve ser de 1960/1961.
PS: Denise, sobre o pouco que cotejei, não achei diferenças no texto da minha edição da Coleção da Folha de São Paulo, ambas tradução de Lúcio Cardoso.
Orgulho e preconceito da editora Bruguera
Saturday, May 23rd, 2009 | Livros, Traduções | 13 Comments
Coincidiram de chegar no mesmo dia o meu exemplar de Orgulho e preconceito da editora Bruguera e uma pergunta sobre a primeira tradução deste livro para o português no Brasil. Tenho procurado mas ainda não achei um fonte segura sobre as primeiras traduções das obras de Jane Austen no país. É claro que não esgotei todas as possibilidades.
Voltando à pergunta: a tradução de Lúcio Cardoso de 1941, para editora José Olympio, é a mais antiga de Orgulho e preconceito no Brasil? Não tenho certeza. Sei apenas que é a mais antiga que achei na internet, no site português da Fundação Calouste Gulbenkian – onde também consta a misteriosa edição da Bruguera sem data alguma, exatamente como no meu exemplar!

Orgulho e preconceito, editora Bruguera, tradução Lúcio Cardoso
E na Estante Virtual uma edição de 1941… “Acho que vou desmaiar…” – como dizia vovó Julinha, que nunca desmaiou em lugares que não fossem macios e seguros.
Livros de Jane Austen em português
Tuesday, June 24th, 2008 | Jane Austen, Livros, Traduções | 8 Comments
ATUALIZAÇÃO 06|FEV|2009: Sobre a tradução de Persuasão da editora Landmark leia: A palavra é… A palavra deveria ser…
VEJA A ATUALIZAÇÃO NESTE POST: Traduções de Jane Austen para o português
Dos seis livros completos de Jane Austen, conheço apenas quatro traduzidos para o português:
- Sense and Sensibility – traduzido por Ivo Barroso com o título de Razão e sentimento. Tenho dois exemplares da editora Nova Fronteira (1982 e 2006). *
- Pride and Prejudice – traduzido por Lúcio Cardoso com o título Orgulho e preconceito, da editora Ediouro/Publifolha (1998).
- Mansfield Park – traduzido por Rachel de Queiroz com mesmo título, da Global Editora (1983). *
- Emma e Northanger Abbey – não achei nada na internet e nem nos sebos até o momento. Ainda não procurei nas grandes livrarias. Portanto este é um post em aberto e apreciaria muito se alguém pudesse me indicar uma tradução.
- ATUALIZAÇÃO: gentileza de Denise Bottmann do Assinado: Tradutores Não gosto de plágio
Emma – traduzido por Therezinha Monteiro Deutsch, da editora BestSeller (1997)
Northanger Abbey – traduzido por Ledo Ivo, da editora Francisco Alves – Procurando a data para esta tradução encontrei outra edição do mesmo tradutor em 1944 para a editora Panamericana.
* preciso devolver estes exemplares para a amiga Leticia
