Aprendi com Jane Austen | Resenha por Rebeca Miscow

Posted by on May 16, 2012 in Artigos & Resenhas, Blogs, Inspirados, Livros | 7 comments

Publico hoje a parte final da resenha de Rebeca Miscow do livro Aprendi com Jane Austen de William Deresiewicz e também os links dos outros posts de Rebeca no seu blog, Desanuviando.

Para mim, um bom crítico literário sabe usar a língua (conseqüência inevitável das suas boas leituras), possui boa dose de sabedoria (outra conseqüência das suas boas leituras) e, ao compartilhar suas impressões de leitor, é sincero.

William Deresiewicz, autor do livro APRENDI COM JANE AUSTEN – COMO SEIS ROMANCES ME ENSINARAM SOBRE AMOR, AMIZADE E AS COISAS QUE REALMENTE IMPORTAM possui todas essas qualidades. Escreve muitíssimo bem; seu texto é super agradável. Revela muita sabedoria, graças às lições da autora. E é extremamente sincero!: Ele compartilha o que leu da Jane Austen: o que ele e as circunstâncias daquele momento o fizeram apreender da leitura, e não o que outros o influenciaram a ler.

O Kiko me perguntou se era melhor ler Jane Austen antes desse livro ou ler esse livro antes de ler Jane Austen, e respondi que, geralmente, é aconselhável ler, antes da crítica, a obra, para não ficar com a leitura “viciada”. Mas no caso de APRENDI COM JANE AUSTEN.., acho que ele só dá mais vontade de mergulhar na obra da digníssima e comparar quais as lições aprendidas com ela. Porque o texto de Deresiewicz não está falando da estrutura formal do texto, nem da regrinha literária que se encaixa em determinada passagem dos livros; ele está contando como era sua vida quando começou a ler Jane Austen, como foi se tornando sua vida durante a leitura e como ela ficou depois. Existe maior sinceridade que essa?

E ver como ele melhorou em vários aspectos pessoais, graças à leitura da obra de Jane Austen, chega a ter um valor testemunhal que contagia: se ele melhorou tanto ao conhecer essa autora, eu também quero!

Isso é fabuloso! No curso de Letras, li várias críticas literárias sobre obras clássicas, mas não lembro de nenhuma ter me contagiado tanto quanto esse livro. Geralmente o crítico está em seu pedestal (feito de muuuuitos livros), tem enormes conhecimentos literários, mas nunca consegue responder à pergunta que todo leitor leva em seu íntimo antes de começar a ler um livro: o que eu ganho com essa leitura?

Pois William Deresiewicz consegue mostrar que se ganha muito ao ler Jane Austen, e seu texto sincero mostra que ele é a maior prova disso!

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Vestuário Marianne Dashwood | 1971

Posted by on May 16, 2012 in Filmes, Razão e sensibilidade, Razão e sentimento, Sense and Sensibility, Vestuário | 2 comments

Não tenho certeza do nome desta peça lilás do vestuário que Marianne usa sobre a camisola para receber o Coronel Brandon. Pensei em chamá-la de manteau mas não tenho certeza. Alguém saberia?

A peça sobre a camisola chama-se liseuse, é um bolerinho, na maioria das vezes de lã, para ser usado sobre a camisola.

Muito obrigada, Maria Bento!

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Amanhecendo na bilbioteca com Jane Austen

Posted by on May 14, 2012 in Inspirados, Jane Austen | 0 comments

Estou sempre em dívida com vocês… Uma delas é a continuação do blog Biblioteca Jane Austen. Um dia eu consigo fotografar todos os livros e colcar online, por enquanto deixo esta foto da semana passada quando captei os primeiros raios de sol da manhã.

E justo nos livros de Jane!

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Dia das Mães – Maio de 2012

Posted by on May 13, 2012 in Emma, Ilustrados, Livros | 2 comments

Foi muito interessante a escolha para a mãe deste mês de maio de 2012. As duas mais votadas foram Lady Russel e Miss Taylor que fizeram o papel de mães adotivas ao proteger e orientar nossas heroínas, Anne Elliot e Emma Woodhouse, respectivamente.

Por um ponto venceu Miss Taylor ou senhora Weston pois já no primeiro capítulo quando a conhecemos ela acaba de se casar com o senhor Weston e deixando evidentemente o emprego de governanta nas casa dos Woodhouse.

Miss Taylor cuidou de Emma por dezesseis anos e de sua irmã Isabella por menos tempo, pois no início do romance esta última já estava casada e com cinco filhos.

A verdade é que Miss Tayloe era mais uma companheira e amiga do que um mãe para Emma, o que era compreensível pois ela era a governanta, bem diferente da posição de Lady Russel em Persuasão, que era amiga da família e madrinha de Anne.

Nessa posição de amigo da família e com mais firmeza para dizer verdades para Emma temos Mr. Knightley. E neste ponto descobrimos que, mesmo não tendo autoridade de mãe sobre Emma, Miss Taylor a defendia como uma mãe e enfrentava o senhor Knightley como no caso da amizade entre Emma e Harriet Smith que ele considerava que não seria boa coisa para ambas.

– O senhor me surpreende ! Emma só pode fazer bem a Harriet; e por constituir para ela um novo objeto de interesse, supõe-se que Harriet possa causar um grande bem a Emma. Tenho observado essa amizade com a maior satisfação. Como pensamos diferente! Não achar que farão bem uma à outra! Certamente este será o começo de mais uma de nossas discussões a propósito de Emma, sr. Knightley.
Emma, capítulo 5, tradução de Ivo Barroso

Muito civilizadamente a discussão continua e podemos ver a senhora Weston defender Emma com todo o ardor de uma mãe, donde concluo que ela merece a homenagem pois ela própria torna-se mãe ao final do livro.

E na pessoa de Miss Taylor e de  todas governantas, babás e empregadas que até os dias de hoje cuidam dos filhos alheios, pelos mais variados motivos, deixo o meu Feliz Dia das Mães!

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Vestuário Marianne Dashwood | 1971

Posted by on May 11, 2012 in Filmes, Razão e sensibilidade, Razão e sentimento, Sense and Sensibility, Vestuário | 0 comments

É claro que as cores desta versão de Sense and Sensibility são todas muito beges e o vestido de hoje não foge a regra.

Creio que este vestido de Marianne é o mais simples da série. Ela o usou em duas ocasiões: quando recebeu a malfadada carta de Willoughby e depois já em Barton Cottage toda cheia de cuidados e usando um xale branco.

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