Elinor

Sete mulheres e um vilarejo

Monday, June 29th, 2009 | Livros | 40 Comments

Nestes dias de mudança não escrevi mas pensei muito sobre como seria o relacionamento entre as senhoritas Elizabeth, Elinor, Marianne, Fanny, Emma, Catherine e Anne se porventura pudessem conviver em qualquer pequeno vilarejo inglês como Longbourn ou Highbury, por exemplo. Seriam amigas, inimigas veladas ou apenas conhecidas?

Com a palavra, vocês!

Fiz três grupos por afinidade, baseados na leitura que faço dos seis livros completos de Jane Austen. Cliquem nos marcadores de livros para ampliar. Eles serão sorteados no dia 6 de julho entre os comentaristas deste post.

SORTEADAS

Bárbara, Camila, Elaine Rodrigues, Marcela, Nique, Rebeca e Vanessa Rodrigues. Meninas, por favor, entrem em contato. Preciso do endereço de vocês (com CEP, plissss) para que eu possa enviar a lembrancinha!

IMPORTANTE

O post continua aberto para comentários, encerrei apenas o sorteio.

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Marianne, Willoughby e Shakespeare

Friday, January 2nd, 2009 | Filmes, Livros, Música, Poesia, Teatro | 8 Comments

No post “Ainda bem que Jane Austen não é romântica“, a Mayara perguntou qual soneto de Shakespeare Willoughby lia para Marianne na versão 1995 de Razão e sensibilidade. A cena, muito bem escrita por Emma Thompson, é a seguinte:

Willoughby visita Marianne depois de “salvá-la”. Convidado a sentar-se percebe um livro de sonetos de Shakespeare na banqueta. Pergunta quem está lendo e quer saber qual o favorito das senhoras. Marianne diz que o dela é o “116″. Ele aproveita a deixa e começa a recitar, com Marianne fazendo coro logo a seguir. Quando ele troca a palavra “tempests” por “storms” (na minha opinião, de modo intencional) Marianne finge uma dúvida (ela sabe que a palavra certa é “tempests”) e ele, num golpe de mestre, tira do bolso uma miniatura com os sonetos, dizendo que os carrega sempre! No final ele presenteia Marianne com o pequeno livrinho.

Quantas vezes o rapazinho não terá encenado esta performance, hein? Acredito que na época as mocinhas deveriam saber de cor os sonetos mais românticos, assim como as meninas de hoje sabem letras de música!

Transcrevo abaixo o soneto “116″ em inglês; e em português (do meu exemplar)

Let me not to the marriage of true minds
Admit impediments. Love is not love
Which alters when it alteration finds,
Or bends with the remover to remove:
O no! it is an ever-fixed mark
That looks on tempests and is never shaken;
It is the star to every wandering bark,
Whose worth’s unknown, although his height be taken.
Love’s not Time’s fool, though rosy lips and cheeks
Within his bending sickle’s compass come:
Love alters not with his brief hours and weeks,
But bears it out even to the edge of doom.
——If this be error and upon me proved,
——I never writ, nor no man ever loved.

Não haja impedimento à união
de almas fiéis; amor não é amor
se se altera ao ver alteração
ou curvar a qualquer pôr e dispor.
Ah, não, é um padrão sempre constante
que enfrenta as tempestades com bravura;
é estrela a qualquer barco navegante,
de ignoto poder, mas dada altura.
Do Tempo, o amor não é bufão, na esfera
da foice cuva em bocas, róseos rostos;
com breve hora ou semana nãos e altera
e até ao julgamento fica a postos.
——E se isto é erro e em mim a prova tem,
——nunca escrevi e nunca amou ninguém.

No livro esse encontro está no capítulo X, onde ficamos sabendo que Marianne e Willoughby conversaram demais sobre literatura e poesia e falaram sobre Cowper, Scott e Pope.

“Well, Marianne,” said Elinor, as soon as he had left them, “for one morning I think you have done pretty well. You have already ascertained Mr. Willoughby’s opinion in almost every matter of importance. You know what he thinks of Cowper and Scott; you are certain of his estimating their beauties as he ought, and you have received every assurance of his admiring Pope no more than is proper. [...]“

Shakespeare é citado apenas uma vez no capítulo XVI –, quando a senhora Dashwood lamenta não terem terminado a leitura de Hamlet devido à súbita partida Willoughby,

“We have never finished Hamlet, Marianne; our dear Willoughby went away before we could get through it.

Fica prometido um post – sem data marcada – com as referências a Shakespeare nos outros livros de Jane Austen.

Esta página com o soneto “116″ é de 1609. O inglês está do jeitinho que Shakespeare escreveu e vejam só como o “diagramador” da época se enganou: inverteu o número 6 colocando como 9! Créditos: The Sonnets, Quarto 1 (1609) | London: Thomas Thorpe, 1609 | Internet Shakespeare Edition

  • os versos em inglês são do ótimo site Open Source Shakespeare do americano Eric M. Johnson.
  • Editora Landmark, 2005, William Shakespeare, Os sonetos completos, com tradução, apresentação e notas do poeta, escritor e tradutor português Vasco Graça Moura. Leia mais na Wikipedia-PT.
  • William Cowper (1731-1800), poeta inglês, naturalista.
  • Alexander Pope (1688-1744), poeta inglês, satirista.
  • Sir Walter Scott (1771-1832), escritor e poeta escocês.

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Quem sabe…

Friday, December 12th, 2008 | Biografia, Filmes | 20 Comments

! COMENTÁRIOS ENCERRADOS !

…quem “faz” aniversário neste mês de dezembro?

Como não posso entregar um presente para “essa pessoa”, vou sortear uma lembrancinha entre todas as pessoas que deixarem um recadinho neste post, não importando qual o mês de aniversário de cada um.

Os comentários serão fechados para o sorteio no dia 16 dezembro às 8:00.

! COMENTÁRIOS ENCERRADOS !

A foto foi inspirada em Sense and Sensibility de 1995, onde Elinor (Emma Thompson) prepara pequenos presentes para os empregados mesmo não tendo mais condições financeiras. Adoro a delicadeza dessa cena.

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