Denise Bottmann

Agradecimentos

Thursday, March 4th, 2010 | Traduções | 12 Comments

Quero agradecer publicamente todas as manifestações de apoio e solidariedade que estou recebendo de leitores, amigos e de pessoas que não conheço.

Transcrevo com a devida autorização o post do Flanela Paulistana que descreve com seu habitual bom humor a grande adesão a petição online de apoio a Denise e reitero mais uma vez o pedido para que assinem. Por favor, coloquem seus nomes completos para ter validade.

Está podre de chique a lista de assinaturas em apoio a Denise Bottmann (e, por tabela, a Raquel) contra achaques sem-vergonhas do submundo editorial.

Hoje dei uma olhadinha, e o número de subscrições já estava em 1984. Logo logo ultrapassa até a lista de apoio à candidatura do Eduardo Suplicy – engordada no oba-oba de uma festinha.

Nomes chiquérrimos, todos eles, desde o meu e o seu até um monte de gente que conta na cultura honesta do país e fora dele. Associações nacionais e internacionais, literatos, tradutores, revisores, escritores, blogueiros, atores, cantores, pessoal de esquerda, pessoal de direita, professores, acadêmicos, diplomatas e quem mais você quiser.

Se você ainda não teve tempo, vai lá, dá uma passadinha e deixa seu nome. Esse é um passo importante pra varrer o bundalelê “cultural”  que nos assola!

http://www.petitiononline.com/Bottmann/petition.html

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Manifesto de apoio a Denise Bottmann

Sunday, February 28th, 2010 | Jane Austen, Traduções | 3 Comments

Hoje teve início um manifesto de apoio a Denise Bottamn assinado por Heloisa Jahn, Jorio Dauster, Ivo Barroso e Ivone C Benedetti:

Causou comoção entre todos os profissionais ligados aos meios editoriais do País a notícia de mais um processo movido contra a tradutora Denise Bottmann, em decorrência de denúncias de plágio de tradução, por ela veiculadas em seu blogue Não Gosto de Plágio. | Texto integral do manifesto está neste endereço: http://apoiodenise.wordpress.com/ |

Se vocês quiserem também podem assinar o manifesto que está online neste link: http://www.petitiononline.com/Bottmann/petition.html

Agradeço a todos.

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O Romance

Thursday, October 1st, 2009 | Livros, Traduções | 3 Comments

Catherine Morland e Mr. Tilney adorariam esta coleção, que tem como título “O Romance”. Trabalho imenso, com 178 colaboradores e coordenado por Franco Moretti* lançado na Itália entre  2001 e 2003. O primeiro volume,  intitulado A Cultura do Romance, já está sendo lançado no Brasil pela editora Cosac Naify com tradução de Denise Bottmann.

E é com a crença de que, análogo ao procedimento de Darwin, o romance possa ser analisado como um processo de seleção natural – em que Flaubert, Proust e Jane Austen teriam o mesmo DNA -, que Moretti preparou os outros quatro volumes da coleção, que vão discutir as formas literárias (volume 2), a história e a geografia do romance (volume 3), os temas e heróis (volume 4) e as lições do gênero (volume 5). | “‘O Romance’ reúne o mais ambicioso estudo sobre o gênero” | Antonio Gonçalves Filho, no Estadão Online, 26/set/2009

Tenho minhas dúvidas sobre DNA literário, mas adoro comparações! E já estou na maior agonia para saber quem escreveu sobre Jane Austen.

Na última matéria tem link para um trecho de um dos ensaios,

É verdade que a literatura acabou por se tornar, cada vez mais, uma atividade feminina: nas livrarias, nas conferências ou nas readings dos escritores e, naturalmente, nos departamentos e nas faculdades em que se estuda literatura, as saias ganham das calças de goleada. | “É possível pensar o mundo moderno sem o romance?” por Vargas Llosa

As flores desta primavera, na Biblioteca Monteiro Lobato ontem à tarde, são para Denise que terá um trabalho e tanto pela frente!

primavera_30set09

* Já escrevi aqui sobre sobre o livro Atlas do romance europeu, de Franco Moretti.

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Plágio de traduções de Jane Austen

Saturday, April 4th, 2009 | Livros, Traduções | 6 Comments

Mais um plágio de uma tradução de Jane Austen. Desta vez o nosso amado Orgulho e preconceito pela notória Martin Claret.

jane austen , a encantadora dama das letras inglesas, parece encantar também em português. além do sequestro sofrido às mãos da landmark, em persuasão, ela foi alvo de outro atentado em orgulho e preconceito, às mãos do nefário claret.
a rapinagem foi feita em cima da tradução de maria francisca ferreira de lima, na edição da europa-américa. sofreu leves alterações, sobretudo nos primeiros parágrafos, e saiu atribuída a “jean melville”.
Em “liz bennet kidnapped” | Não Gosto de Plágio | 19/03/2009

Plágio é crime*. E na minha opinião um crime duplo: roubo de autoria do escritor ou do tradutor e também roubo de informação do leitor. Já falei sobre plágio no post “A palavra é… A palavra deveria ser…“.  Aproveito então a oportunidade para uma mini-entrevista, há muito planejada e sempre adiada, com Denise Bottmann, tradutora, historiadora e autora do blogue Não Gosto de Plágio.

Jane Austen em Português Denise, o que é plágio? Há mais de um tipo de plágio?

Denise Bottmann Todo ser humano é dotado de direitos pessoais invioláveis, entre eles o direito à vida, ao próprio corpo e a seu nome. Todo ser humano é dotado da capacidade de criar alguma coisa. Essa obra, fruto de seu trabalho, carrega a identidade pessoal de seu criador, expressa em seu nome. Quando alguém toma uma obra de outrem e se apresenta como seu autor, está ferindo um dos direitos básicos do ser humano, o direito a seu nome. Se o assassinato é o principal crime contra o direito pessoal à vida, entendo o plágio como o principal crime contra o direito pessoal ao nome. Não é um simples roubo, é uma subtração da existência do autor, simbolizada pelo nome, na obra por ele criada. Neste sentido, o plágio é um assassinato. Não creio que exista meio-plágio: creio que a caracterização do tipo é única e absoluta. Ou há, ou não há.
O que pode ocorrer é que uma determinada obra seja apenas parcialmente plagiada, ou que haja a tentativa de disfarçar esse plágio. As formas podem variar, mas o crime é o mesmo: o atentado a um direito essencial do ser humano.

JAP Como é feita a verificação dos livros plagiados?

DB É bastante fácil constatar se há plágio, mas não sei explicar em termos técnicos. Se você ouve uma música e a identifica como A, composta por B; se depois você ouve a mesma música ou trechos muito semelhantes a ela, mas identificados como X, mas de composição atribuída a Y, você pode concluir que se trata de um plágio. A questão não é a semelhança, a questão é a atribuição da autoria.
Hoje em dia existe um ramo de estudos e pesquisas bastante desenvolvido, chamado forensic linguistics, justamente dedicado às técnicas de estabelecer os graus de plagiato. Existem também vários programas de computador para detetar o índice de repetibilidade dos mesmos termos entre dois textos diferentes.
No caso desses livros que venho cotejando, trata-se de plágios muito simples: cópias literais ou semiliterais, que não demandam expertise nenhuma. Basta olhar e ver.

JAP Há mais traduções de Jane Austen plagiadas no Brasil, além de Persuasão e Orgulho e preconceito?

DB Atualmente tenho notícia de plágios das traduções de Jane Austen apenas nos casos da Landmark (Persuasão) e da Martin Claret (Orgulho e preconceito). Tomara que sejam os únicos!

JAP O que está sendo feito e o que é possível fazer para nos livrar dos plágios?

DB A primeira e principal medida para reduzir a quantidade de plágios no Brasil, a meu ver, é uma reformulação da Lei dos Direitos Autorais 9.610/98. Deve-se contemplar a sugestão feita por um grupo de estudos da FGV: obras esgotadas há mais de 3 anos, sem reedição, devem ser liberadas da reserva patrimonial da editora que detém seus direitos de publicação. Com isso elas podem voltar a ser livremente impressas, respeitando-se devidamente o direito moral de seu autor/tradutor. Assim os leitores terão acesso normal a elas e à informação sobre seus verdadeiros autores/tradutores.
Enquanto não há essa reformulação ou uma flexibilização da lei, impedindo que as obras criem mofo no fundo dos baús das editoras, o que resta a nós é denunciar, reclamar, entrar com petições e representações contra as editoras criminosas, e não compactuar de maneira alguma, a pretexto algum, com tais fraudes.

Muito obrigada, Denise!

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Biblioteca Jane Austen

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