A abadia de Northanger
Parabéns, Lêdo Ivo!
Friday, February 26th, 2010 | Livros, Traduções | No Comments
Lêdo Ivo, tradutor d’A Abadia de Northanger, foi premiado na Espanha. Parabéns!
O Acadêmico Lêdo Ivo acaba de ser distinguido, na Espanha, com o Prêmio Rosalía de Castro. Atribuído pelo Pen Clube da Galícia, o Prêmio se destina a laurear, anualmente, o conjunto da obra de escritores e poetas representativos das línguas castelhanas, catalã, basca e portuguesa e cujas obras estejam difundidas na Espanha.
| Leia a notícia completa no site da Academia Brasileira de Letras |

Foto divulgação ABL
Gazeta de Meryton, 24 de janeiro de 2010
Sunday, January 24th, 2010 | Jane Austen | 8 Comments
EDITORIAL
A semana foi de muito trabalho, aqui no blog e com as peças do Restaure. Aquele trabalho miudinho e invisível pois estou revisando todo o blog. Portanto se alguma função ou arquivo do Jane Austen em Português não se comportar como deve ou mesmo sumir, por favor, me avisem.
Obrigada e bom domingo!
LIVROS
A Abadia de Northanger, editora Francisco Alves, tradução Lêdo Ivo. Na Estante Virtual.
BILBIOTECA JANE AUSTEN
Livros: Sensibilidade e bom senso; Orgulho e preconceito (Abril Cultural, Ediouro e José Olympio)
BLOGS
Um ótimo conselho no Desanuviando.
A nova tradução de Orgulho e preconceito por Celina Portocarrero (L&PM) comentada no blog de Milton Ribeiro.
Novos blogs sobre Jane Austen (em inglês): The Secret Dreamworld of a Jane Austen Fan e Jane Austen em Castellano (em espanhol).
FILMES
No Mailonline indicação para o prêmio Bafta de Colin Firth e Carey Mulligan como melhor ator e atriz. Vídeo apresentado por Romola Garai e Matthew Goode.
Via @Austenprose: Anna-Rose Knatchbull-Hugessen, sobrinha-neta de Fanny Knight (sobrinha predileta de Jane Austen) vende propriedade em Hampshire.
MISCELÂNEA
Leilão de souvernirs das filmagens de Persuasion 1995, em 2 de fevereiro, Dorchester. A coleção contem fotos autografadas por Ciaran Hinds, Sally George, Amanda Root, Simon Russell Beale, Victoria Hamilton e Sophie Thompson.
IMAGEM
Mr. Darcy nos braços de outra…
Ops! Matthew Macfadyen e Kim Cattrall, em Private Lives
Imagem @ London Evening
O Natal nos livros de Jane Austen
Friday, December 25th, 2009 | Filmes, Jane Austen, Livros | 17 Comments
Suspendi a publicação automática deste post que estava programado para as primeiras horas do dia 25 e só agora consegui entrar na internet. Motivo da suspensão: recebi inesperadamente meu presente de Natal na manhã do dia 24 quando já não tinha tempo para mais nada mas queria compartilhar o meu presente com vocês. Atrasadinha, pois o vinho ontem e hoje estava excelente, fotografei e troquei as imagens do post.

Na época de Jane Austen, quando as pessoas moravam relativamente longe e os transportes eram caros, as pessoas aproveitavam as datas festivas para se reunirem e ficar alguns dias nas casas de amigos e parentes. O Natal era uma dessas datas como podemos ler nos trechos abaixo dos seis livros da autora.
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O convite da senhora Palmer, em Razão e sentimento, é quase um pedido de favor para que as irmãs Dashwood passem o Natal com eles em Cleveland. Pelo que se pode ver quanto mais gente, melhor!
“Oh, my dear Miss Dashwood,” said Mrs. Palmer soon afterwards, “I have got such a favour to ask of you and your sister. Will you come and spend some time at Cleveland this Christmas? Now, pray do – and come while the Westons are with us. You cannot think how happy I shall be! It will be quite delightful!
— Minha cara Miss Dashwood, disse a senhora Palmer logo depois, tenho um grande favor a lhe pedir, bem como à sua irmã. Querem vir passar alguns dias em Cleveland, este ano, pelo natal? Apareçam enquanto os Weston estiverem lá. Não imaginam como ficarei contente. Será uma delícia. | cap. 20, trad. Dinah Silveira de Queiroz |
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Em Orgulho e preconceito vemos que as famílias costumavam passar o Natal juntos e distribuir presentes.
On the following Monday, Mrs. Bennet had the pleasure of receiving her brother and his wife, who came as usual to spend the Christmas at Longbourn. [...] The first part of Mrs. Gardiner’s business on her arrival, was to distribute her presents and describe the newest fashions. When this was done, she had a less active part to play.
Na segunda-feira seguinte, a senhora Bennet teve o prazer de receber seu irmão e sua cunhada, que iam, como de costume, passar o Natal em Longbourne. [...] Os primeiros momentos da chegada da senhora Gardiner consistiram na distribuição dos presentes que trazia e na descrição da moda mais recente. Feito isso, o seu papel se tornou menos ativo. | cap. 25, trad. Lúcio Cardoso |
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Uma das alegrias de Fanny Price, recém chegada a casa dos tios, foi a visita do irmão William, convidado a passar a semana de Natal em Mansfield Park antes de ingressar na Marinha.
Luckily the visit happened in the Christmas holidays, when she could directly look for comfort to her cousin Edmund; and he told her such charming things of what William was to do, and be hereafter, in consequence of his profession, as made her gradually admit that the separation might have some use.
Felizmente isso se deu justamente nas férias de Natal, de forma que Fanny pôde encontrar consolo junto ao primo Edmund; e ele lhe falou com tanta simpatia de William, das coisas formidáveis que ele viria a fazer em razão da profissão que abraçara, que finalmente ela se convenceu de que a separação só poderia lhe ser útil. | cap. 2, trad. Rachel de Queiroz |
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O senhor Knightley conversa com a senhora Weston sobre as qualidades e defeitos de Emma e promete melhorar seu humor quando chegar o Natal com a família toda reunida.
“Very well; I will not plague you any more. Emma shall be an angel, and I will keep my spleen to myself till Christmas brings John and Isabella. John loves Emma with a reasonable and therefore not a blind affection, and Isabella always thinks as he does; except when he is not quite frightened enough about the children. I am sure of having their opinions with me.”
Pois bem, não vou importuná-la por mais tempo. Emma continuará a ser um anjo e eu guardarei meu mau-humor para mim mesmo até John e Isabella virem para o Natal. John adora Emma, tem por ela uma racional, portanto nada cega, afeição, e Isabella sempre pensa como ele, exceto quando ele não está tão preocupado quanto ela com as crianças. | cap. 5, trad. Ivo Barroso |
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Ah! o Natal em família… Quem não tem uma Mary Musgrove para reclamar de alguma coisa? Ainda escreverei um pequeno tratado psicológico da pobre Mary.
“My dear Anne, – I make no apology for my silence, because I know how little people think of letters in such a place as Bath. You must be a great deal too happy to care for Uppercross, which, as you well know, affords little to write about. We have had a very dull Christmas; Mr. and Mrs. Musgrove have not had one dinner party all the holidays. I do not reckon the Hayters as anybody.
Minha querida Anne:
Não peço desculpas por meu silêncio, pois sei como as pessoas tem pouco tempo para pensar em cartas num lugar como Bath. Deve estar feliz demais para se importar com Uppercross que, como sabe, tem pouco o que se escrever. Tivemos um Natal muito triste; o Sr. e a Sra. Musgrove não deram um único jantar durante todos os feriados. Não conto os Hayters como alguém. | cap. 18, trad. Luiza Lobo |
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O Natal era também uma ótima ocasião para namorar, com tantos convidados, sempre havia alguém de fora, como James Morland na casa dos Thorpes!
“You are so like your dear brother,” continued Isabella, “that I quite doated on you the first moment I saw you. But so it always is with me; the first moment settles every thing. The very first day that Morland came to us last Christmas — the very first moment I beheld him — my heart was irrecoverably gone.
— Você é tão semelhante ao seu querido irmão, Catherine — continuava Isabella —, que eu me apaixonei por você desde o primeiro momento. Para mim é sempre assim, o primeiro momento decide tudo. No dia que Morland foi à nossa casa, no último Natal, no instante que o vi, meu coração era seu, irrevogavelmente. | cap. 15, trad. Lêdo Ivo |
O verão nos livros de Jane Austen
Monday, December 21st, 2009 | Jane Austen, Livros, Traduções | 5 Comments
Estes últimos verões em São Paulo tem sido escaldantes e tenho sonhado com um verão no Hampshire! Enquanto isso me contento com uvas fresquinhas que me fazem lembrar a velha parreira da casa da vovó-dinda.
Com vocês, um trecho de cada um dos seis livro de Jane Austen sobre o Verão!

© Foto minha. Estavam saborosas!
Razão e sentimento
Marianne se restabelece de sua doença e faz planos de felicidade para o verão:
I know we shall be happy. I know the summer will pass happily away.
Sei que vamos ser muito felizes. Sei também que o verão passa depressa.
| trad. Ivo Barroso |
Orgulho e preconceito
A senhorita Bingley e a irmã, senhora Hurst, fazem pouco de Elizabeth comentando a pele dela está escurecida e grosseira. O senhor Darcy não vê nada de mais no fato…
However little Mr. Darcy might have liked such an address, he contented himself with coolly replying that he perceived no other alteration than her being rather tanned — no miraculous consequence of travelling in the summer.
Por mais que essas palavras desagradassem ao senhor Darcy, ele se limitou a responder friamenteque não percebera nela nenhuma alteração, a não ser que estava um pouco queimada, fato que nada tinha de milagroso, quando uma pessoa viajava no verão.
| trad. Lúcio Cardoso |
Mansfield Park
Uma jovem mulher no verão, mais precisamente Mary Crawford, é o suficiente para deixar Edmund completamente apaixonado.
A young woman, pretty, lively, with a harp as elegant as herself, and both placed near a window, cut down to the ground, and opening on a little lawn, surrounded by shrubs in the rich foliage of summer*, was enough to catch any man’s heart. The season, the scene, the air, were all favourable to tenderness and sentiment.
Uma linda e graciosa jovem, com uma harpa tão elegante quanto ela própria, ambas colocadas em frente a uma janela abrindo para um pequeno pátio cercado de arbustos de ricas folhagens*, era suficiente para prender o coração de qualquer homem. A estação, o cenário, o ar, tudo era favorável à ternura e ao sentimento.
| trad. Rachel de Queiróz |* não foi traduzido a palavra verão e nesse caso não se sabe a estação a que se refere a frase seguinte.
Emma
Para o senhor Woodhouse visitas só no verão, e mesmo assim no próximo verão!
I think it would be much better if they would come in one afternoon next summer, and take their tea with us – take us in their afternoon walk; which they might do, as our hours are so reasonable, and yet get home without being out in the damp of the evening.
Acho que teria sido muito melhor se eles viessem uma tarde destas no próximo verão tomar chá conosco; podiam vir em sua caminhada da tarde, que deviam fazer, já que nossos horários são bastante razoáveis, e voltar para casa sem sofrer a umidade da noite.
| trad. Ivo Barroso |
A abadia de Northanger
Henry e Catherine tiveram que esperar até o casamento de Eleanor, que aconteceu em um verão, fato abrandou o mau gênio do General.
The circumstance which chiefly availed was the marriage of his daughter with a man of fortune and consequence, which took place in the course of the summer — an accession of dignity that threw him into a fit of good-humour, from which he did not recover till after Eleanor had obtained his forgiveness of Henry, and his permission for him “to be a fool if he liked it!”
A circunstância da qual principalmente se beneficiou foi o casamento de sua filha com um homem de fortuna e respeitável, que ocorreu durante o verão – uma adesão de dignidade que o colocou em um estado de bom humor, do qual ele não recuperou até depois que Eleanor obteve o perdão para Henry, e sua permissão para ele “ser tolo se assim ele se agradasse!”
| trad. mea culpa* |* a tradução desse parágrafo por Lêdo Ivo ficou mesclada com outros parágrafos então achei por bem colocar a minha que seria mais curta.
Persuasão
Para Anne e Frederic tudo iniciou no verão de 1806!
He was not Mr. Wentworth, the former curate of Monkford, however suspicious appearances may be, but a Captain Frederick Wentworth, his brother, who being made commander in consequence of the action off St Domingo, and not immediately employed, had come into Somersetshire, in the summer of 1806; and having no parent living, found a home for half a year at Monkford.
Ele não se tratava do Sr. Wentworth, antigo cura de Monkford, por mais suspeitas que fossem as aparências, mas de um certo Capitão Frederic Wentworth, seu irmão, que, tendo sido promovido a comandante em consequência de uma batalha em São Domingo, e sem ocupação logo em seguida, viera a Somersetshire no verão de 1806; e, não tendo pais vivos, conseguira uma casa por meio ano, em Monkford.
| trad. Luiza Lobo |
Um filme para Janeites
Sunday, November 22nd, 2009 | Filmes, Jane Austen, Janeites | 4 Comments
Todas as razões para assistir um filme, An Education, estão neste post totalmente ilustrado do Jane Austen Today: “Six Reasons for Janeites to Watch An Education“. Vejam e me digam o que vocês acham.
A razão principal é a atriz Carey Mulligan que atuou como Kitty Bennet em Orgulho e preconceito (2005) e Isabella Thorpe em Northanger Abbey (2007) e neste An Education faz o papel de Jenny.
Northanger e Mansfield à venda
Monday, November 16th, 2009 | Livros, Traduções | 6 Comments
Calma, não são as residências, mas os livros!
Uma edição de Mansfield Park de 1958, tradução de Rachel de Queiróz por 45 reais e uma Abadia de Northanger de 1982, tradução de Lêdo Ivo por 25 reais. Essas edições ficam por pouco tempo na Estante, então corram! (estou fazendo este post às 22:10)


Sexta-feira treze com Jane Austen em Sampa
Friday, November 13th, 2009 | Jane Austen, Livros, Traduções | 5 Comments
Você está pronta para afrontar os horrores que encerra uma cidade semelhante àquelas “que os livros descrevem”? Tem o coração firme? Os nervos bastante bem temperados para ver sem espanto um vulto deslizar ou ondular de repente ao virar uma esquina, na mais completa escuridão?*

Pensando em Jane Austen durante o apagão de 11 de novembro.
Sampa sempre apressada… antecipamos a Sexta-Feira 13!
Hoje além de homenagear o mais divertido herói de Jane, o reverendo Henry Tilney, com a citação acima me inspirei pelo clima gótico que tomou conta do país com o tal apagão e fiz também umas gargantilhas em veludo negro para querida Catherine Morland! (Foto e link ao lado)
*Escrevi esta pequena paródia sobre este trecho de Northanger Abbey, capítulo 20, na tradução de Lêdo Ivo:
And are you prepared to encounter all the horrors tha a building such as “what one reads about” may produce? — Have you a stou heart? — Nerves fit for slinding panels and tapestry?
Está pronta a afrontar os horrores que encerra um casarão semelhante àqueles “que os livros descrevem”? Tem o coração firme? Os nervos bastante bem temperados para ver sem espanto uma almofada de porta deslizar ou uma tapeçaria ondular?
A primavera nos livros de Jane Austen
Wednesday, September 23rd, 2009 | Livros | 8 Comments
Estava aqui pensando nesta primavera, que iniciou chuvosa e fria em São Paulo, e desejei estar em uma primavera no Hampshire!

Vista da minha janela hoje de manhã
Neste link, a primavera de 2006 no Exbury Gardens, Hampshire
Não posso visitar o amado condado de Jane Austen mas posso viajar em seus livros. Comento a primavera em apenas uma passagem de cada livro.
A senhora Dashwood planeja/sonha, apesar dos poucos recursos, fazer melhorias em Barton Cottage, na primavera
Mrs. Dashwood’s happening to mention her design of improving the cottage in the spring [...]
A senhorita Bingley tenta alfinetar Elizabeth demonstrando intimidade com os Darcy ao dizer que não via Georgiana desde a primavera. O senhor Darcy responde citando Elizabeth para comparar com a altura da irmã. Touché!
[Miss Bingley] “Is Miss Darcy much grown since the spring?” said Miss Bingley; “will she be as tall as I am?”
[Mr. Darcy] “I think she will. She is now about Miss Elizabeth Bennet’s height, or rather taller.”
Fanny Price, em Porth lamenta passar a primavera longe de Mansfield Park,
It was sad to Fanny to lose all the pleasures of spring.
Os Westons sempre esperando que Frank Churchill cumpra suas promessas e que permaneça toda primavera com eles, estação do ano apropriada para uma visita, com dias longos, clima agradável e temperatura amena pra passeios e exercícios ao ar livre,
[...] so that we have the agreeable prospect of frequent visits from Frank the whole spring–precisely the season of the year which one should have chosen for it: days almost at the longest; weather genial and pleasant, always inviting one out, and never too hot for exercise.
Isabella Thorpe em sua última carta para Catherine Morland fala de moda na primavera: chapéus, em Bath, estão assustadores!
The spring fashions are partly down; and the hats the most frightful you can imagine.
Anne ao receber os cumprimentos de Lady Russel por sua boa aparência imaginou que seria esse o motivo da discreta admiração do primo, o senhor Elliot, e teve esperanças de estar sendo abençoada com uma segunda primavera de juventude e beleza.
[...] and Anne, in receiving her [Lady Russel] compliments on the occasion, had the amusement of connecting them with the silent admiration of her cousin, and of hoping that she was to be blessed with a second spring of youth and beauty.
A primavera indica, pelo menos nestas passagens, um tempo para coisas boas. Mesmo em Orgulho e preconceito onde o uso da palavra é para magoar acaba surtindo efeito contrário. Vou observar as outras estações do ano e farei um post para cada uma!
Comer e beber com Jane Austen
Saturday, September 19th, 2009 | Filmes, Livros | 4 Comments
Das comidas mencionadas nos livros de Jane Austen, de pronto lembro de Emma e um pernil de porco enviado para as Bates. Ah! e os mingauzinhos que o senhor Woodhouse vivia a recomendar! O Dr. Grant, da reitoria de Mansfield, era apreciador da mesa farta para o horror da sovina tia Norris e pela descrição, a senhora Jenning, de Razão sensibilidade, era também um bom garfo! Sem esquecer o esnobismo do general Tilney com suas louças e seu pomar de ananases da Abadia, e de Mary Musgrove, em Persuasão, apesar de “muito doentinha” não recusava uma janta!
Lembro também da preocupação da senhora Bennet em não ter um bom peixe para o jantar, mas confesso que prefiro pensar neste belo prato de batatas lambuzadas com manteiga e salsinhas no jantar para Mr. Collins, em Pride and Prejudice (2005).

Batatas que sempre chamei de batata inglesa!
As bebidas, além do chá, só me ocorre neste momento o moleque atrevido dos Lucas que diz para senhora Bennet, que se fosse rico como o senhor Darcy, beberia uma garrafa de vinho todos os dias! O assunto é grande e está me deixando com fome… vou ali assaltar a geladeira e prometo volto!
- Achei dois livros (na Amazon) que me deixaram curiosa: Jane Austen and Food de Maggie Lane e The Jane Austen Cookbook de Maggie Black e Deirdre Le Faye.

Jane Austen em grego
Thursday, September 10th, 2009 | Livros, Traduções | 4 Comments
Eu sei que prometi que traduções só no próximo feriado, mas não resisti quando vi estas lindas moças. Obrigada, Denise.
- Orgulho e preconceito | Περηφάνια και προκατάληψη
- Razão e sentimento | Λογική και ευαισθησία
- Emma | Έμμα
- Persuasão | Πειθώ
- Mansfield Park | Μάνσφιλντ Παρκ
- A Abadia de Northanger | Το Αββαείο του Νορθάνγκερ
Imagens do site: Diaspora, exceto A Abadia que é deste site: Vres.










