Jane Austen: obra completa e…

Posted by on May 23, 2012 in A Abadia de Northanger, Jane Austen, Livros, Mansfield Park, Northanger Abbey, Obra Completa, Orgulho e preconceito, Persuasion, Pride and Prejudice, Razão e sensibilidade, Razão e sentimento, Sense and Sensibility | 10 comments

Ontem, quando me deparei com a primeira capa dessa nova coleção da Wordsworth pensei, “Vai deitar Raquel! isso lá são horas de andar vagando pela internet, já não consegues nem enxergar direito…”.

Hoje, num intervalo das fotos que estou preparando para Razão e sentimento ilustrado, tentei juntar o “lé com cré” das capas da Wordsworth, mas só vou publicar o que descobri depois dos comentários de vocês.

Uma dica: é sobre as ilustrações.

 

 

 

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Todos os caminhos levam a Austen | All Roads lead to Austen

Posted by on May 22, 2012 in Inspirados, Jane Austen, Livros | 0 comments

Amy Elizabeth Smith inspirada em parte pelo grupo de leitura da escritora iraniana Azar Nafisi’s (Lendo Lolita em Teerã) decidiu viajar pela América Latina e participar de grupos de leitura nos quais discutiam um livro de Jane Austen.

E desse modo ela leu Orgulho e preconceito na Guatemala e no Equador, Razão e sentimento (Razão e sensibilidade) no México e no Chile e Emma na Argentina e no Paraguai.

O resultado dessa viagem e leituras está em seu livro All Roads Lead to Austen: A Year-Long Journey with Austen, publicado pela Sourcebooks e que parece interessante por mostrar um ponto de vista de Jane Austen de uma cultura bem diferente e sobre o texto traduzido, neste caso para o espanhol.

A editora está promovendo um sorteio de lançamento do livro que vocês todos podem particicpar e que explico melhor no post acima.

 

 

 

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O que importa em Jane Austen

Posted by on May 19, 2012 in Artigos & Resenhas, Inspirados, Jane Austen, Livros | 4 comments

Este é o título do livro de John Mullan, What Matters in Jane Austen, que trata de questões que a primeira vista parecem pequenas mas são a alma da escrita de Jane Austen.

O próprio autor escreveu uma ótima resenha no The Guardian, “Ten questions on Jane Austen” e também um quizz ou teste para verificarmos o quanto sabemos sobre os livros de Jane, “Jane Austen: the ultimate quizz“. Com pequena ajuda dos tradutores automáticos tenho certeza que todos podem apreciar os dois artigos.

 

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Emma | Capa sueca de Petra Börner

Posted by on May 17, 2012 in Emma, Livros, Outras Línguas | 4 comments

Encontrei esta lida capa de  Emma no blog da Deb Baurn, Jane Austen in Vermont,onde vocês podem ver mais detalhes.

O design é da sueca Petra Börner e o livro foi publicado pela Bonnier Pocket.

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Aprendi com Jane Austen | Resenha por Rebeca Miscow

Posted by on May 16, 2012 in Artigos & Resenhas, Blogs, Inspirados, Livros | 7 comments

Publico hoje a parte final da resenha de Rebeca Miscow do livro Aprendi com Jane Austen de William Deresiewicz e também os links dos outros posts de Rebeca no seu blog, Desanuviando.

Para mim, um bom crítico literário sabe usar a língua (conseqüência inevitável das suas boas leituras), possui boa dose de sabedoria (outra conseqüência das suas boas leituras) e, ao compartilhar suas impressões de leitor, é sincero.

William Deresiewicz, autor do livro APRENDI COM JANE AUSTEN – COMO SEIS ROMANCES ME ENSINARAM SOBRE AMOR, AMIZADE E AS COISAS QUE REALMENTE IMPORTAM possui todas essas qualidades. Escreve muitíssimo bem; seu texto é super agradável. Revela muita sabedoria, graças às lições da autora. E é extremamente sincero!: Ele compartilha o que leu da Jane Austen: o que ele e as circunstâncias daquele momento o fizeram apreender da leitura, e não o que outros o influenciaram a ler.

O Kiko me perguntou se era melhor ler Jane Austen antes desse livro ou ler esse livro antes de ler Jane Austen, e respondi que, geralmente, é aconselhável ler, antes da crítica, a obra, para não ficar com a leitura “viciada”. Mas no caso de APRENDI COM JANE AUSTEN.., acho que ele só dá mais vontade de mergulhar na obra da digníssima e comparar quais as lições aprendidas com ela. Porque o texto de Deresiewicz não está falando da estrutura formal do texto, nem da regrinha literária que se encaixa em determinada passagem dos livros; ele está contando como era sua vida quando começou a ler Jane Austen, como foi se tornando sua vida durante a leitura e como ela ficou depois. Existe maior sinceridade que essa?

E ver como ele melhorou em vários aspectos pessoais, graças à leitura da obra de Jane Austen, chega a ter um valor testemunhal que contagia: se ele melhorou tanto ao conhecer essa autora, eu também quero!

Isso é fabuloso! No curso de Letras, li várias críticas literárias sobre obras clássicas, mas não lembro de nenhuma ter me contagiado tanto quanto esse livro. Geralmente o crítico está em seu pedestal (feito de muuuuitos livros), tem enormes conhecimentos literários, mas nunca consegue responder à pergunta que todo leitor leva em seu íntimo antes de começar a ler um livro: o que eu ganho com essa leitura?

Pois William Deresiewicz consegue mostrar que se ganha muito ao ler Jane Austen, e seu texto sincero mostra que ele é a maior prova disso!

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Dia das Mães – Maio de 2012

Posted by on May 13, 2012 in Emma, Ilustrados, Livros | 2 comments

Foi muito interessante a escolha para a mãe deste mês de maio de 2012. As duas mais votadas foram Lady Russel e Miss Taylor que fizeram o papel de mães adotivas ao proteger e orientar nossas heroínas, Anne Elliot e Emma Woodhouse, respectivamente.

Por um ponto venceu Miss Taylor ou senhora Weston pois já no primeiro capítulo quando a conhecemos ela acaba de se casar com o senhor Weston e deixando evidentemente o emprego de governanta nas casa dos Woodhouse.

Miss Taylor cuidou de Emma por dezesseis anos e de sua irmã Isabella por menos tempo, pois no início do romance esta última já estava casada e com cinco filhos.

A verdade é que Miss Tayloe era mais uma companheira e amiga do que um mãe para Emma, o que era compreensível pois ela era a governanta, bem diferente da posição de Lady Russel em Persuasão, que era amiga da família e madrinha de Anne.

Nessa posição de amigo da família e com mais firmeza para dizer verdades para Emma temos Mr. Knightley. E neste ponto descobrimos que, mesmo não tendo autoridade de mãe sobre Emma, Miss Taylor a defendia como uma mãe e enfrentava o senhor Knightley como no caso da amizade entre Emma e Harriet Smith que ele considerava que não seria boa coisa para ambas.

– O senhor me surpreende ! Emma só pode fazer bem a Harriet; e por constituir para ela um novo objeto de interesse, supõe-se que Harriet possa causar um grande bem a Emma. Tenho observado essa amizade com a maior satisfação. Como pensamos diferente! Não achar que farão bem uma à outra! Certamente este será o começo de mais uma de nossas discussões a propósito de Emma, sr. Knightley.
Emma, capítulo 5, tradução de Ivo Barroso

Muito civilizadamente a discussão continua e podemos ver a senhora Weston defender Emma com todo o ardor de uma mãe, donde concluo que ela merece a homenagem pois ela própria torna-se mãe ao final do livro.

E na pessoa de Miss Taylor e de  todas governantas, babás e empregadas que até os dias de hoje cuidam dos filhos alheios, pelos mais variados motivos, deixo o meu Feliz Dia das Mães!

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