Marianne Dashwood ao piano | 2008
Uma das músicas tocada por Marianne Dashwood na versão 2008 de Razão e sensibilidade não consta nos arquivos da série e foi adaptada por alguns pianistas. Patricia Portela a chamou de “Marianne Dashwood’s theme” e oferece as partituras, arranjadas por ela, para download no seu post, “Marianne Dashwood e a linda melodia ao piano“.
Marianne em Delaford quando toca a música deste post
A abadia de Northanger da L&PM | Resenha
Celly Borges do blog O Mundo de Fantas escreveu uma simpática resenha de A abadia de Northanger, tradução de Rodrigo Breunig da editora L&PM. Gostei muito da idéia dos livros que chamam a gente. Vou prestar mais atenção nesse detalhe!
Estava com vontade de ler algum clássico há tempos. E adoro esses livros de bolso, são muito práticos. Tenho alguns e dessa vez o título que me chamou (já falei sobre isso em algumas resenhas: os melhores livros, em minha opinião, são aqueles que me chamam, pedem para ser lidos) foi A Abadia de Northanger [...]
Resenha completa em ”Resenha: A Abadia de Northanger – Jane Austen“.
Persuasão, uma resenha
Uma resenha e uma declaração de amor por Jane Austen por Robledo Filho:
Digamos assim: não me encantei com Persuasão. Encantei-me com Jane Austen.
O texto completo está no blog Livros, letras e metas: ”[Resenha] Jane Austen – Persuasão”

Jane Austen, suas sobrinhas e a Irlanda
No dia de Saint Patrick minha homenagem a minha amada Irlanda com a indicação do livro May, Lou and Cass: Jane Austen’s Nieces in Ireland.
O livro escrito por Sophia Hillan conta a história de três sobrinhas de Jane Austen: Marianne, Louisa e Cassandra Knight, filhas de Edward Austen Knight e de como suas vidas acabaram parecendo os romances de sua famosa tia.
Há uma resenha do livro no Irish Times: “Tale of Austen’s spirited nieces related with verve” e me pareceu muito interessante. Voltarei a falar do livro pois pretendo comprá-lo.
Este post é dedicado a duas amigas e fãs de Saint Patricks: Na e Rebeca.
Emma: uma leitura
Hoje encontrei uma resenha de Emma no blog Esperando o Esperado, da Mica. E o que me chamou a atenção foi algo que ela escreveu:
Eu fico cá com meus receios de resenhar qualquer coisa da Jane Austen, porque ela é grandiosa e a sua base de fãs é ainda mais intimidadora. Entre as pessoas que eu conheço, tenho a sensação que todo mundo já leu e discutiu a autora à exaustão. O que teria eu para acrescentar? Pouca coisa…ou coisa alguma.
Reafirmo aqui o que comentei no seu blog, não importa o quanto as pessoas leiam um autor ou se autoproclamem especialistas e grande conhecedores, ao final de tudo, o que importa mesmo é o prazer da sua leitura, a sua visão do texto!
A resenha completa está em “Livro: Emma (Jane Austen)”
Willoughby, viúvo
Estou terminando de ler Sense and Sensibility para publicar a última parte da leitura comparada e, delicia das delícias, sempre encontro algo que havia me escapado nas leituras anteriores!
No final do capítulo 43 Willoughby chega a Cleveland. Sabendo que Marianne está muito mal ele deseja falar com Elinor para tentar amenizar a péssima imagem que ele sabe as Dashwoods tem dele após abandonar Marianne e casar com a senhorita Grey. O capítulo 44 é todo dedicado ao sacripanta e no seu final Elinor, apesar de não demonstrar, já está condoída com a situação do antigo namorado de Marianne. Mas minha intenção não é escrever sobre as desculpas de Willoughby, mas sim um pensamento de Elinor no capítulo 45.
Aqui faço um parêntese para quem viu apenas o filme ou as minisséries. O filme de 1995 não tem a cena com as desculpas e as minisséries de 1971, 1981 e 2008 tem mas com um detalhe, as duas últimas colocam Marianne ouvindo a conversa de Willoughby e Elinor, o que não ocorre no livro.
Voltando ao livro, no capítulo 45, Marianne já estava aos cuidados da mãe e Elinor foi descansar, mas não conseguia.
Willoughby, “poor Willoughby”, as she now allowed herself to cal him, was constantly in her thougths: she would not but have heard his vindication for the world, and now blamed, now acquitted herself for having judged him so harshly before. But her promise of relating it to her sister was invariably painful. She dreaded the performance of it, dreaded what its effect on Marianne might be; doubted whether, after such an explanation, she could ever be happy with another; and for a moment wished Willoughby a widower.
Sense and Sensibility, chapter 45
Willoughby, “o pobre Willoughby” (como agora ela se permitia chamar-lhe), estava continuamente em seu pensamento; preferia não ter ouvido sua justificação, e agora censurava-se por tê-lo julgado tão asperamente antes. Mas sua promessa de relatar tudo à sua irmã também era muito espinhosa. Temia a sua execução, temia os efeitos que poderia exercer sobre Marianne; duvidava se, após tal explicação, ela poderia jamais ser feliz com outro; e por um instante desejou que Willoughby enviuvasse.
Razão e sentimento, tradução Ivo Barroso
Willoughby, “pobre Willoughby”, como agora permitia-se chamar-lhe, estava constantemente nos seus pensamentos: não ouviria quaisquer justificações, por nada neste mundo, e agora acusava-se e redimia-se de o ter acusado tão injustamente. Mas a sua promessa de contar a sua irmã o que se passara era dolorosa; receava fazê-lo, temia as suas consequências em Marianne; duvidava que ela fosse capaz de ser feliz com outra pessoa, depois de ouvir aquela explicação; e por momentos desejou que Willoughby enviuvasse.
Sensibilidade e Bom Senso, tradução Maria Luísa Ferreira da Costa
E aqui temos a nossa sensata e correta Elinor, mesmo que por alguns segundos, desejando a morte de alguém. Como qualquer ser humano normal.
Este é um dos motivos pelos quais eu admiro Jane Austen.

E como qualquer ser humano normal, não me contive e coloquei o meu Willoughby preferido, Greg Wise, neste post. E para combinar com as outras imagens tornei o ensolarado dia do casamento de Marianne num dia carregado de azul, como se fosse desabar uma tempestade!

Eu fico cá com meus receios de resenhar qualquer coisa da Jane Austen, porque ela é grandiosa e a sua base de fãs é ainda mais intimidadora. Entre as pessoas que eu conheço, tenho a sensação que todo mundo já leu e discutiu a autora à exaustão. O que teria eu para acrescentar? Pouca coisa…ou coisa alguma.
Leia mais sobre o blog Jane Austen em Português, sua dona e as normas da casa nesta







Recent Comments